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Algodão em consórcios agroecológicos de Remígio registra excelente desenvolvimento na safra 2018

SR250718aFamílias agricultoras do município de Remígio estão registrando uma safra com resultados satisfatórios neste ano de 2018 com ênfase no algodão agroecológico consorciado com feijão, milho, gergelim, coentro, dentre outras culturas alimentares e forrageiras.

Esse ano a quantidade de pessoas plantadoras de algodão aumentou consideravelmente e, conforme o agricultor Alexandre Almeida da Silva, residente e produtor no Assentamento Queimadas de Remígio, o ano proporcionou boa produção de culturas como feijão e milho e promete muito para a produção do algodão agroecológico. “Desde 2004 em que a gente planta algodão no assentamento eu acho que o bicudo é só uma prática de você trabalhar com ele, ter a época certa de plantio, ter o espaçamento adequado do algodão, e é uma das coisas que a gente desde 2004 até agora 2018 todo ano a gente vem plantando algodão e é uma praga que não prejudica ninguém se você acompanhar essas normas aí que a gente trabalha na cultura do algodão, veja que a gente não tem problema com o bicudo, é uma das pragas que não existe aqui pra gente”, explica o agricultor Alexandre Almeida em entrevista ao Domingo Rural e Esperança no Campo.

“Estamos aqui no município de Remígio com a perspectiva animadora de produção do algodão agroecológico agora da safra 2018 e estamos com o algodão já na fase de floração e frutificação, em breve teremos uma ótima colheita neste ano de 2018 de toda a produção agroecológica aqui do município de Remígio que é feita aqui na comunidade Gabinete do Assentamento Queimadas, em nosso município”, explica o secretário da Agricultura daquele município, Antonio Junio da Silva, justificando que a cultura é plantada sempre de forma consorciada em áreas que somam 30 hectares com perspectiva de produção de 10 toneladas do algodão em pluma que será direcionada à empresa francesa Vert/Veja.

O pesquisador da Embrapa Algodão, com acompanhamento naquela área rural, Marenilson Batista da Silva, garante que a perspectiva de produção é boa e que no próximo ano a tendência e de que outras famílias façam adesão ao processo integrado de produção. “Esse ano existe uma ampliação maior da área devido a garantia de compra e também existe todo um trabalho feito com a prefeitura municipal de Remígio através da Secretaria de Agricultura num trabalho que é feito com as associações rurais e principalmente com o trabalho que é feito pela Rede Borborema de Agroecologia que faz a certificação do algodão tanto em Remígio como na região do Cariri paraibano, mais precisamente no município da Prata, e o que nós estamos vendo é que os agricultores cada dia mais estão aprimorando seus consórcios, garantindo uma população muito boa do algodão e nós entendemos que temos que ter o limite de população de plantas por hectare e estamos calibrando este limite porque entendemos que é fundamental”, explica o pesquisador Batista da Silva.

Ao dialogar com nosso público ouvinte, Marenilson explicou que a cultura estará sendo colhida lá pela segunda quinzena de setembro. “Nós acreditamos que no máximo em sessenta dias já teremos colheita e com certeza vamos estar avaliando essa colheita, mas quero aproveitar esse momento para dizer que no dia 16 de agosto vai ter um dia de campo pra discutir e mostrar toda a experiência do algodão orgânico no município de Remígio, vai ser uma oportunidade também para que outras pessoas que não são de Remígio, que são de outras localidades, possam conhecer de perto essa produção porque quando a gente diz que está produzindo algodão orgânico, em várias localidades as pessoas questionam sobre o bicudo e a gente mostra que é possível conviver com o bicudo e aproveito a oportunidade para o convite e será uma satisfação ter na minha cidade Remígio o nosso amigo radialista técnico em agropecuária Antônio Tavares”, complementa o pesquisador.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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