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Atingidos por Barragem no Agreste paraibano são contemplados com cisternas da primeira água

SR050518bAgricultoras e agricultores familiares atingidos negativamente pela construção da Barragem de Acauã, nos municípios de Aroeiras, Natuba e Itatuba, no Agreste paraibano, foram contemplados com cisternas de placas com capacidade para 16 mil litros de água cada.

Stúdio Rural entrevistou o componente do Movimentos dos Atingidos por Barragens(MAB), Osvaldo Bernardo, que fala sobre a origem dos recursos, a execução do projeto, critério de seleção das famílias e sobre a realidade que as famílias, que antes foram proprietários rurais e hoje passam por uma realidade de exclusão, estão passando. “Tivemos mais uma importante conquista e fizemos a distribuição com famílias atingidas pela barragem por ser um público de luta que se tem e pela dívida social que o Estado da Paraíba tem com a gente desde 2002. Priorizamos famílias atingidas em Pedro velho e Riachão que estão no município de Aroeiras; em Natuba foram as comunidades rurais de Água Parda e do Costa; e em Itatuba foram duas, inclusive a comunidade Melancia, numa ação executada pelos assessores do Centrac que foram ganhadores da licitação”, explica aquela liderança justificando que foram 90 cisternas que passam a dar condição mínima de sobrevivência para as famílias que vivem num processo crítico de exclusão por parte do estado.

Bernardo informou que são recursos do Governo Federal em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Humano, acrescentando que já foram construídas mais 396 cisternas através de uma Agência de Inclusão Social.  Ele garante que a realidade é acentuadamente crítica naquelas municipalidades. “Em 2007 eles constataram que a Barragem de Acauã é a grande violadora dos direitos humanos no Brasil, a barragem que mais violou direitos humanos no Brasil, inclusive foram elencados 16 direitos humanos que foram violados”, explica ao dialogar com nossa equipe.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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