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Casaco Cariri promove oficina sobre queijos finos de leite de cabra

SR120718aAgricultoras e agricultores familiares da região do Cariri Oriental, vinculados ao Coletivo Casaco Cariri, participaram de uma oficina sobre queijos finos de leite de cabra, evento que aconteceu durante os dias 04, 05 e 06 deste julho, na sede do Casaco, município Boqueirão, numa ação daquela entidade em parceria com o Sebrae, Senar e o Sindicato Rural de Boqueirão. “Foi uma oficina de queijos finos de leite de cabra realizada entre o Casaco e os parceiros Sebrae, Senar e Sindicato dos patronais rurais aqui de Boqueirão e foi uma oficina muito rica em que a gente já sabia sobre o manejo do beneficiamento do leite para queijo, mas numa perspectiva de um produto mais fino a gente não sabia e essa oficina nos oportunizou a gente avançar no conhecimento que a gente já vem acumulando”, explica a coordenadora da Coletivo Casaco Cariri, Maria Célia de Araújo, durante entrevista que será veiculada no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo do próximo final de semana.

Entrevistada por Stúdio Rural, a consultora do Sistema Faepa/Senar, Zootecnista Andreia Batista Bezerra, falou sobre os conhecimentos repassados enquanto verdadeira troca de experiências já que trata-se de famílias agricultoras que vêm fazendo parte de um trabalho continuado por parte do Coletivo Casaco e suas parceiras. “Nós fizemos queijos finos, os queijos finos já fazem parte de um mercado no Brasil e é uma forma de enriquecer o produto, então tem o leite de cabra que vai se enriquecer, principalmente produtos orgânicos como os que o pessoal do Casaco trabalha. Então nós fizemos queijos curados no vinho, queijos curados na cachaça, o queijo tipo reino, o queijo defumado e o queijo francês chamado boursin”, explica a consultora Senar-PB, Andreia Batista Bezerra, em entrevista que será veiculada no Programa Domingo Rural e Esperança no Campo afirmando que esses novos produtos se diferenciam em suas qualidades e, consequentemente, na conquista dos novos mercados.

Célia Araújo falou também dos avanços já registados na ruralidade caririzeira, em especial na caprinocultura, na perspectiva de manejo, de seleção de raças, no conjunto de ações cuidadosas no rebanho e nos currais enquanto atividades sustentáveis de campo. “Na verdade, historicamente não se teve os cuidados necessários para comercializar um bom produto derivado do leite de caprinos, então isso fez com que a maioria das pessoas não gostassem do paladar que tinham os produtos quando eles não são bem manejados, então tinha um sabor muito forte do curral, da presença do pai-de-chiqueiro fazendo com que as pessoas não apreciassem o produto, e, na verdade, a gente vem desenvolvendo uma série de ações para que, de fato, as pessoas tenham o sabor do leite da cabra que é diferente do leite com presença do pai-de-chiqueiro no curral, então a partir do momento que a gente qualifica o nosso produto, a gente consegue abrir novos mercados e as pessoas passam a ver os derivados do leite de cabra de forma diferente”, explica Célia em parte de ampla entrevista concedida ao Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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