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Comissão de ética na produção agroecológica do algodão se reúne no município Prata

SR200817cAgricultores e agricultoras familiares componentes da Comissão de ética do grupo de produção do assentamento Zé Marcolino, município Prata, Cariri Ocidental paraibano, se reuniram na última terça-feira(15) com o objetivo de avaliar a produção orgânica do algodão naquele assentamento da reforma agrária.

Conforme o pesquisador da Embrapa Algodão Campina Grande, Marenilson Batista, trata-se de um trabalho continuado, naquele e em outros assentamentos, com a cultura do algodão agroecológico dentro de uma dinâmica de pesquisa desenvolvida por aquela empresa objetivando garantir que essas unidades de referência possam ser realmente apropriadas com conhecimentos pelos agricultores numa dinâmica parceira com a assessoria técnica da Rede Borborema de Agroecologia que é uma instituição coletiva que está fazendo a certificação do algodão. “Neste sentido nós fizemos o acompanhamento lá junto aos agricultores que realizaram visita enquanto comissão de ética em todos os agricultores verificando exatamente todo o procedimento de produção orgânica, por isso existe uma fiscalização de agricultor para agricultor para essa fiscalização e validação orgânica”, explica Batista em entrevista concedida ao Stúdio Rural.

Ao dialogar com os ouvintes Domingo Rural, Marenilson explicou que o trabalho com pesquisa participativa junto ao ensino, pesquisa e extensão é feito numa dinâmica de conhecimento contextualizado. Quando a gente fala de pesquisa participativa nós entendemos que, na pesquisa, os pesquisadores tem que se aproximar cada vez mais da assistência técnica e extensão rural para que garanta o processo de inovação, inovação que nada mais é que a apropriação dos conhecimentos pelas pessoas e no caso específico pelos agricultores familiares e é por isso que temos esse trabalho tão próximo da extensão e também próximo da educação com todo esse envolvimento da escola do campo do assentamento para que haja essa interação e os filhos dos agricultores, desde pequenos, possam começar a entender como é o processo de produção orgânica, o que são culturas de renda, o que são culturas alimentares, o que são culturas que vão ser destinadas para segurança alimentar animal, ou seja, é um contexto onde ensino, pesquisa e extensão caminham juntas nesta construção do conhecimento”, explica Marenilson Batista ao dialogar com nosso público ouvinte do Programa Domingo Rural.

Batista explicou que, apesar dos sequenciados anos de seca, tem sido possível o trabalho e há uma boa expectativa de produção por parte das parceiras. “A realidade para o Assentamento Zé Marcolino, posso dizer que é uma realidade muito boa, bem acima da média da região toda onde se teve produção boa de algodão que está na fase de colheita e brevemente nós teremos resultados de quantos quilos por hectare, onde teve o milho, feijão, onde teve muita forragem e lá no assentamento além disso foi testado o amendoim, foi testado o gergelim como culturas alternativas de renda, porque nós entendemos que a estratégia dos agricultores tem que ser uma estratégia que pensa na segurança alimentar tipo o milho, feijão, o jerimum, a melancia; pensa na segurança das criações onde entra o sorgo, o milheto e restos de culturas e também que pensa na cultura de renda, e temos apresentado a cultura do algodão como cultura de renda que além de vender o algodão em pluma com preço diferenciado o caroço fica também para a alimentação dos animais”, explica detalhadamente Batista da Silva em contato com nosso público ouvinte.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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