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Comissão Paraibana de Produção Orgânica promove encontro em Soledade pra discutir conjuntura na Paraíba

SR100718aRepresentações da agricultura familiar paraibana, componentes da Comissão de Produção Orgânica da Paraíba – CPOrg, participaram de uma reunião na casa da economia solidária, no município de Soledade, Cariri paraibano, objetivando discutir diversos assuntos relacionados a produção limpa, legislação, as novas buscas de mercados dentre outras.

O evento aconteceu durante os dias 03 e 04 de julho, trabalhou temáticas de amplo interesse da agricultura familiar agroecológica de todo o estado da Paraíba a exemplo de apresentação das ações do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar do Cariri, Seridó e Curimataú; análise da conjuntura com ênfase nas leis que dificultam a expansão dos orgânicos; avaliou a Semana Estadual dos Produtos Orgânicos da Paraíba acontecido em junho último e definiu prioridades de ações da CPOrg-PB para o segundo semestre deste ano 2018. “Nós conseguimos fazer uma análise de conjuntura de como a CPOrg se insere nesta atual conjuntura, além desta análise conseguimos fazer um replanejamento das ações deste 2018 e do que daqui até o final do ano a comissão vai conseguir realizar em eventos, reuniões ordinárias, de visitas às organizações de controle social e então foram dois dias de bastante atividades e a gente conseguiu refletir e encaminhar algumas ações prioritárias para daqui até o final do ano”, explica a coordenadora da CPOrg-PB e componente da ONG Patac, Verônica de Moura Barbosa, em contato com Stúdio Rural.

Entrevistado por Stúdio Rural, o pesquisador da Embrapa Algodão e componente da Comissão de Produção Orgânica da Paraíba, Marenilson Batista da Silva classificou o encontro como mais um espaço de discussão preocupado com a postura dos construtores das leis e promoção de políticas públicas que podem definir a importância da produção limpa, a necessidade urgente de implementar e ampliar ações produtivas que pensem a qualidade de vida de quem produz, do meio ambiente e, especialmente, do consumidor no meio rural e urbano. “Tivemos nestes últimos dias a notícia muito forte deste projeto de lei que autoriza o uso de defensivos, venenos que em outros países já é proibido e no Brasil eles querem que seja permitido e o primeiro ponto de discussão, após a apresentação do trabalho do Coletivo que é o conjunto das organizações do Cariri/Seridó que trabalham com convivência com a seca, que trabalha com bancos de sementes, que trabalha com jovens, trabalha com mulheres, foi a conjuntura do momento, ou seja, enquanto a sociedade clama pedindo por alimentos saudáveis, por alimentos orgânicos, temos pessoas que querem ir na contramão da história ainda defendendo os venenos. Por isso que o primeiro ponto de pauta da discussão da Comissão Estadual de Produção Orgânica da Paraíba foi exatamente essa análise de conjuntura pra saber onde é que estamos vivendo, quem são nossos aliados, quem são as pessoas que podem contribuir para que a boa informação possa chegar a todos os consumidores para que nossos consumidores possam conhecer que tem opção na hora de consumir alimentos saudáveis”, explica Batista durante entrevista que será trabalhada no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo do próximo final de semana e detalhando o conjunto das ações desenvolvidas pelas entidades parceiras pelas diversas microrregiões do Estado da Paraíba.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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