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Décima Marcha Pela Vida das mulheres poderá acontecer, na volta, na cidade de Remígio

SR100418cA cidade de Remígio, Agreste paraibano, cidade que sediou a primeira ‘Marcha pela vida das mulheres e pela agroecologia’, no ano de 2010, poderá voltar a ser sede da edição décima do evento no ano de 2019.

A tese já circula no meio das camponesas que têm na marcha um dos importantes espaços de expressão e denúncias das diversas formas de violências que acontecem contra a mulher, no lar e em diversos espaços da sociedade e reconhecem a importância das lideranças do município de Remígio no processo de contribuição para o fortalecimento das grandes discussões em torno da agroecologia e do fortalecimento da mulher nos mais diversos espaços.

Roselita Vitor de Albuquerque é componente do Polo Sindical da Borborema e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Remígio, diz que a marcha vem dando importantes contribuições para o processo de construção de políticas públicas para a mulher camponesa e afirma ver com bons olhos e serenidade a possibilidade do evento comemorar seus dez anos na cidade onde nasceu. “Contribuirei com essa ideia e vou somar para que a marcha faça seus dez anos onde ela nasceu, foi na minha cidade, então nosso desejo é o de fazer uma autodefesa pra levar ela pra Remígio, foi lá que a gente criou a marcha pela indignação nossa da invisibilidade e ela tomou uma proporção que hoje a gente sente satisfação em comemorar onde ela nasceu, não sei dizer porque não sou só eu que decido, mas a gente vai fazer uma grande reflexão de onde a gente tem que comemorar nossa décima edição desta marcha que eu espero que a gente consiga chegar lá em Remígio para comemorar com chave de ouro porque acho que o movimento precisa”, explica Vitor Albuquerque em entrevista ao Stúdio Rural.

Angineide Pereira de Macedo é coordenadora do Coletivo Ana Alice de Combate a Violência Contra a Mulher, na cidade de Queimadas, componente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais daquela municipalidade e, em entrevista ao Stúdio Rural, disse ser de fundamental importância fortalecer a marcha por ser uma das instâncias de luta e resistência trabalhada no projeto do Polo Sindical da Borborema. Ela garante que voltar à Remígio nos dez anos de nascimento do movimento seria de fundamental importância. “Dentro desta tese de Roselita e olhando para a nona marcha que foi um grande evento mais uma vez, uma das mais bonitas que já vi, debaixo daquele sol escaldante, mas ali todas unidas, todo mundo participando ali com pessoas de idade, pessoas jovens, crianças numa animação só, eu vejo como uma boa tese e concordo, acho que deveria ser mesmo em Remígio, pode ser porque Remígio merece ter neste décimo ano a repetição de uma marcha que cresceu, que dar continuidade e acho que só assim a gente vai continuar crescendo, concordo que deveria ser em Remígio mesmo e nos outros anos a gente continua avaliando para que município a marcha vai”, explica Angineide em entrevista que será trabalhada no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo do final de semana vindouro.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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