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Dentro do ‘Caminhos do Frio’: Remígio promove Dia de Campo sobre algodão agroecológico na agricultura familiar do semiárido

SR200818aaA experiência com a produção do algodão agroecológico de famílias agricultoras do município de Remígio, Agreste paraibano, estive em evidência num dia de campo realizado na última quinta-feira, 16 de agosto, no Assentamento Queimadas, zona rural daquele município e dentro das atividades do ‘Caminhos do Frio’.

Stúdio Rural entrevistou a agricultora Adivana de Aguiar Almeida, Vânia, residente e produtora naquele assentamento; dialogou com a componente da Rede Borborema de Agroecologia e da ONG Arribaçã, Maria Amália da Silva; além de um amplo diálogo com o pesquisador da Embrapa Algodão, Marenilson Batista da Silva, que compartilham importantes informações sobre o processo observação, pesquisas participativas na construção do conhecimento, as dinâmicas que vêm possibilitando a produção e produtividade do algodão consorciado com ampla variedade de culturas agrícolas além da inclusão desses produtos no mercado.

“A avaliação que eu faço é que esse dia de campo pra mim foi muito bom, foi uma experiência muito boa para nossa comunidade”, inicia Adivana Aguiar em contato direto com o público ouvinte Programa Domingo Rural e Esperança no Campo evidenciando que desde o ano de 2005 as famílias vêm trabalhando o cultivo do algodão colorido numa parceria com entidades diversas dentro de uma dinâmica de ações e pesquisas participativas. “Tudo tem que ser bem planejado, temos a época que é sempre entre maio à São João, no máximo, porque a gente depende da chuva, então a gente planta mais ou menos nesse período e o período de colheita é mais ou menos de outubro pra novembro”, explica aquela agricultora em parte de seu diálogo.

“O dia de campo no assentamento foi um evento maravilhoso, é um momento onde os agricultores têm a oportunidade de apresentar para o povo, para os estudantes, para as organizações de assessoria técnica, para o consumidor, para o povo da cidade o que é a agroecologia, por que eles produzem de maneira orgânica, como é que eles se organizam, então nada melhor do que um dia de campo para mostrar o que é o trabalho dos agricultores familiares lá no Assentamento Queimadas, e esse dia de campo foi muito importante porque foi lá no lote do agricultor Amaral e foi dividido dentro do campo do algodão mesmo e foi dividido em três estações, e eu estava participando de uma dessas estações. A primeira estação falava sobre produção agroecológica, então eram agricultores juntos a assessoria técnica e do sindicato; a segunda estação que era a que eu estava junta com as agricultoras Vânia e com a agricultora Anilda, Vânia que faz parte da Rede Borborema de Agroecologia e é do Assentamento Queimadas e Anilda faz parte da EcoBorborema e nesta estação a gente estava passando para as pessoas o processo de certificação que é realizado pela Rede Borborema de Agroecologia e pela EcoBorborema. Eu estava repassando informações de maneira geral, o que é essa certificação, como é que funcionava e essas agricultoras estavam explicando como a rede funciona nesse processo de certificação já que a Rede Borborema de Agroecologia é uma OPAC, Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica que é um processo de certificação participativa em que os agricultores fazem o processo, eles certificam em Remígio, no Assentamento Queimadas, e também no Assentamento Zé Marcolino, lá na Prata, é um processo muito interessante, o único na Paraíba nesta modalidade, e Vânia teve a oportunidade de falar um pouquinho do que é as atividades da Rede Borborema de Agroecologia”, explica Maria Amália da Silva em parte de ampla entrevista no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo.

“É uma satisfação imensa falar de uma atividade tão importante e tão desafiadora para a produção agrícola, nós estamos falando da produção de algodão sem veneno, com certificação orgânica feita pelos agricultores que era algo não sonhado, era algo impensável e hoje isso é uma realidade, e eu fico muito feliz em ver os agricultores familiares, as suas instituições, os seus parceiros se afirmando e reafirmando nesse trabalho da agroecologia, no trabalho da produção orgânica. Por isso que esse é um momento de felicidade pra mim ao mostrar para as pessoas que é possível ter uma agricultura familiar diferente, que é possível ter uma reforma agrária produtiva, afinal a produção lá do algodão foi no Assentamento Queimadas de Remígio que só nos traz muitas alegrias e boas energias para que a gente possa continuar na caminhada”, explica Marenilson Batista em contato direto com nosso público ouvinte Domingo Rural e Esperança no Campo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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