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Picuí realiza Dia de Campo sobre tecnologias sustentáveis para a produção de forragens alternativas

SR160518aO município de Picuí, Curimataú paraibano, realizará no dia 15 de junho um Dia de Campo sobre o ‘uso de tecnologias sustentáveis para a produção de forragens alternativas em áreas degradadas’, numa ação parceira que envolve a prefeitura local, Instituto Federal, CEOP dentre outras entidades da região.

Entrevistados do próximo final de semana no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo, o professor pesquisador e coordenador do NEA, Núcleo de Estudos Agroecológicos do IFPB, Frederico Campos Pereira; e o secretário da Agricultura daquela municipalidade, José Ranieri Santos Ferreira fazem um balanço das ações agroecológicas que vêm sendo desenvolvidas na agricultura familiar daquele município e região; detalham a realização do Dia de Campo e garantem que o evento será composto de estações com ações objetivas e práticas que ofertarão visão clara de como fazer uma agricultura sustentável que leva em consideração a saúde do solo, das pessoas e do meio ambiente.

“Essa é a consolidação de oito anos de trabalho que já temos aqui em Picuí e região, onde a gente vai mostrar ações que de fato realizarão interferências em áreas degradadas, áreas em processo de desertificação, pois nós fazemos parte de um núcleo de desertificação que é o núcleo Seridó do RN e da Paraíba, então essas ações vão ser mostradas e ações que foram feitas de três anos atrás, de cinco anos atrás e de sete anos atrás que hoje refletem em estancar o processo de desertificação já que agora começam a ofertar biomassas pra forrageamento animal e frutos para alimentação humana”, explica o professor Frederico Campos durante entrevista que será trabalhada no Domingo Rural e Esperança no Campo.

“Está tudo quase pronto para o dia de campo sobre tecnologias sustentáveis para forrageiras para o semiárido, é um projeto de pesquisa, de inovação, de transferência de tecnologias e das pesquisas participativas que vêm desde a criação do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia(IFPB) aqui em Picuí. O curso de agroecologia, através do Núcleo de Estudos Agroecológicos, vem desenvolvendo práticas voltadas para recuperação de áreas degradadas utilizando cactáceas e outras plantas resistentes a seca com a perspectiva de transformá-las em lavouras e ao mesmo tempo recuperar essas áreas e evitar o processo de desertificação”, explica José Ranieri Santos Ferreira garantindo que já foram realizados diversos eventos e que este será mais um a envolver públicos de todo o Curimataú e Seridó e de regiões do Rio Grande do Norte interessados em conhecer ações práticas capazes de serem replicadas nas unidades rurais de toda a região semiárida. “Já aconteceram diversos eventos, nós temos algumas áreas de xique-xique, plantios de facheiros nas diversas formas pra se pesquisar qual a melhor forma de inseri-las como lavoura, nós temos espaços com plantio de macambira com palma de espinhos, com o mandacaru sem espinhos, e isto está partindo a partir de um espaço aqui que é a Fazendo Gavião onde nós temos diversas práticas e já está se espalhando pra diversas propriedades onde muitos produtores já estão adotando essas práticas como forma de garantir a forragem para seus animais em períodos críticos e também como forma de recuperar as áreas da propriedade degradadas pelas diversas formas de agricultura ao longo do tempo”, explica Santos Ferreira em entrevista exclusiva ao Studio Rural lembrando que o evento acontece na Fazenda Gavião com início às 8 horas da manhã.

PROGRAMAÇÃO

Estação 1 : Técnicas sustentáveis de Conservação de Solos: Adubação orgânica; Biofertilizante de liberação lenta; Consórcio gliricídea x mandacaru; Regeneração natural e colonização de áreas degradadas com cactáceas(Lavouras de espinhos ou Lavouras xerófilas).

Colheita, pesagem e projeção de produtividade de Cactáceas: Xique-xique; Facheiro; Mandacaru com e sem espinhos (com e sem a parte apical); Palma de espinhos – 3º ano de plantio (sob dois espaçamentos).

ESTAÇÃO 2 : Recuperação de áreas degradadas por nucleação com espécies xerófilas (Cactaceae e Euphorbiaceae). Demonstração de perda de solo em áreas degradadas – Calha. Plantio de leguminosas. Barreiras biológicas com cactáceas na contenção da erosão em sulco. Compostagem.

Colheita, pesagem e projeção de produtividade de Cactáceas: Xique-xique e Facheiro – 7º ano de produção; Palma de espinhos – 3º ano de plantio (em diversos tipos de espaçamentos).

ESTAÇÃO 3 : Forrageamento animal (alimentação e nutrição de ruminantes). Preparação e balanceamento de ração (volumosos e fibrosos). Feno natural com pastagens nativas. Técnicas de ensilagem. Demonstração da máquina de triturar cactáceas da Laboremus – ao vivo. Ruminantes alimentando-se ao vivo.

ESTAÇÃO 4 : Almoço & forró – Sabores da Roça e da Caatinga, (R$ 10,00 a adesão). Suco do umbu com fruto da palma de espinho e sobremesa mousse de Gogoya grátis. Participação especial Trio pé-de-serra: “Caboclo sonhador”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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