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Território Cariri poderá ampliar ações para bovinocultura leiteira neste novo ano

SR220118aAmpliar as discussões e ações para o fortalecimento da bovinocultura de leite, neste ano de 2018, no território do Cariri Oriental, dentro da possibilidade de uma nova cíclica de chuvas e tomando como experiência as práticas e ações utilizadas para superar a crise apresentada pelo estresse hídrico ao longo dos recentes seis anos de seca passa a ser a meta das lideranças daquele território.

Melhora genética do rebanho com materiais genéticos produzidos pela Emepa, práticas e ações para o processo de suporte forrageiro como intensificação do plantio de palmas resistentes a Cochonilha do Carmim, plantio e armazenamento do sorgo dentre outras ações são tidas como ação prioritária para serem trabalhadas na construção e ou execução de plano para a bovinocultura leiteira naquela territorialidade. “É uma ação bastante positiva, mesmo porque temos ouvido atores e atrizes no sentido de que a gente possa elaborar um projeto que venha beneficiar a todos esses produtores e a Emepa, com sua tecnologia apropriada, juntamente com a Emater, que faz e extensão rural, vai entrar dentro desse projeto no sentido de que o setor da bovinocultura leiteira aqui no Cariri Oriental seja bastante incentivado no sentido de que a gente aumente a produtividade desta região”, explica o diretor técnico da Emepa, Manoel Antônio de Almeida, Manoel Duré, ao dialogar com o público ouvinte do Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo.

Conforme o presidente da Coapecal e componente da coordenação territorial, Laudemiro Lopes de Figueiredo Filho, Miro, diversos eventos têm acontecido com o objetivo de promover diálogos entre técnicos, prefeitos e produtores de leite no sentido de unir esforços para colocar em prática o Plano de Ação Territorial da Bovinocultura de Leite do Cariri Oriental especificamente na implementação de programas voltados para as melhorias técnicas do rebanho leiteiro e para a produção e conservação de forragens. “Não tem sido fácil não, o caririzeiro resiste igual a suas plantas nativas, igual aos cactos, ao umbu, ao facheiro, a macambira e ao xique-xique e esperamos chuvas como alternativa para que as pessoas possam restabelecer os seus silos de ração e ações animais bovinas para que tenham condições de continuar produzindo, temos esperanças de que dias melhores virão”, explica Miro.

Laudemiro acrescenta que a Coapecal tem aglutinado agricultores pecuaristas de base familiar no sentido de superar as adversidades na região e, para isso, tem buscado parcerias dentro das discussões do fórum territorial e instâncias diversas na busca da construção sustentável de ações e políticas públicas que integrem e fortaleçam a pecuária com outras atividades na região. “Nós somos um APL, um Arranjo Produtivo Local de derivados de leite aqui no Cariri Oriental, então nós temos como missão articular todas as associações cooperativas e de grupos que trabalham com leite bovino e buscar parcerias em políticas públicas para o fortalecimento destes produtores porque nós só vamos ter leite na Coapecal se a gente tiver vacas produzindo, então a Coapecal sai à frente porque nós não temos condições, enquanto cooperativa de beneficiamento de leite, de implementar ações de fortalecimento da atividade que consista na implantação de um programa de inseminação e de produção de novas rações adaptadas ao Cariri. Quem tem condições de fazer isso são as instituições públicas de pesquisas que têm comprovadas pesquisas e têm panos para as mangas e como articular e desenvolver projetos, então a Coapecal entra aí como articuladora parceira de estar convocando estas instituições, mostrando seu potencial, mostrando a qualidade de seus produtos, sua capacidade de produção para que estas instituições passem a ser nossas parceiras no sentido de desenvolver e implementar ações no para o fortalecimento dessa atividade”, explica Miro.

Componente daquele território e agropecuarista no município de Soledade, Januário Marinho de Melo justificou ser de fundamental importância o processo de discussões continuadas na busca de construir ações e políticas sustentáveis para a economia naquela territorialidade afirmando que a seca de 2012 a 2017 consumiu toda a economia das famílias camponesas e os recursos naturais o que requer ação urgente para a retomada no meio rural regional.  “Temos que juntar toda a parceria com todas essas instituições voltadas para esse setor e que a gente possa implementar, agora de fato, acho que a nossa região não tem mais o que esperar já que o nosso produtor está vivendo um ciclo histórico onde perdemos toda a base alimentar do nosso rebanho, hoje em nossa região já quase todos os cactos foram dizimados por uma questão de sobrevivência mesmo pra tentar salvar e segurar o rebanho, então acho que agora chegou a hora de criar uma ação efetiva que possa chegar na base”, explica aquela liderança.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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