Ação integrada melhora qualidade de vida de agricultora em Catolé de Queimadas

Produzir alimentos de forma diversificada em toda a época do ano é o desejo de muitas famílias de agricultores em toda a região semi-árida brasileira, mas ficam impossibilitadas em razão das irregularidades das chuvas, anos atrapalhados e épocas que inviabilizam produção agrícola durante todos os meses do ano.

No Sítio Catolé, município de Queimadas, a agricultora familiar Maria das Dores Tavares de Lima, com o apoio das organizações de agricultores vinculadas ao Pólo Sindical do Compartimento da Borborema, especialmente o Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquela cidade, vem desenvolvendo ações integradas na propriedade rural que pouco a pouco vem absorvendo a mão de abra da família, gerando trabalho, renda e alimentação para a família durante todas as estações do ano. Trata-se da construção de uma barragem subterrânea, Cisterna de placas, prática de armazenamento de ração dentre outras práticas que além de proporcionar qualidade de vida a família vem causando curiosidades nas famílias de agricultores das comunidades próximas.

Na barragem construída na propriedade a família de Dora, como ela é chamada na região, planta culturas alimentares a exemplo de milho, feijão, fava e frutíferas que não eram possíveis de ser lucras antes do empreendimento além de ração para os animais. “Através da barragem subterrânea foi que eu comecei a aprender, aí foi que fiz plantação na minha barragem que também não tinha idéia pra fazer isso e depois eu fiz plantio de caju, pinha, banana várias culturas”, comemora a agricultora, justificando que em 1993 fez uma cisterna de placas associada a outras ações acabou com o sofrimento empreendido para ter acesso a água. style=mso-spacerun: yes>  “Antes era esperando água nas cacimbas, que não tinha barragem, bebendo água salgada dos olhos d’água e carregando água de muito longe vendo animais sofrendo sede”, relembra a agricultora.

Ao contatar com nossa equipe, Dores Tavares fala sobre a estratégia de plantio na época do inverno, justificando que em época de inverno planta nas partes mais afastadas da barragem e ao se aproximar dos períodos secos ele inicia plantio nas margens e no centro da barragem, garantindo alimentação para a família e para os animais durante todo o ano. “No ano passado eu tinha feijão verde no mês de setembro e outubro”, comemora, assegurando que antes isso era impossível.

Ao contatar com nossa equipe, ela disse que a construção da barragem custou em torno de R$ 600,00 num sistema de um fundo rotativo solidário e que as vantagens apresentadas fazem com que a experiência seja visita por famílias de agricultores da localidade de meios de comunicação dentre outros. style=mso-spacerun: yes>  “Se alguém interessar que venha pra ver de perto porque só a gente falando talvez não vá acreditar, então venha ver de perto”, disponibilizou.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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