Agricultores do Pólo participam de oficina de produção de silos para guardar sementes da paixão

Agricultores familiares agroecológicos vinculados ao Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema participaram de uma oficina de capacitação no processo de produção de silos depósitos destinados ao fortalecimento dos bancos familiares e comunitários de sementes, prática que vem sendo intensificada pelas associações de agricultores familiares e sindicatos de trabalhadores rurais assessorados pela AS-PTA dentre outras parceiras.

A capacitação aconteceu durante os dias 16 e 17 de junho no Centro de Eventos Padre Ibiapina, no município de Ararara, Curimataú paraibano e contou com agricultores de municípios do Brejo, Curimataú e Agreste paraibano que aprenderam as técnicas de como fazer depósitos de zinco de diversos tamanhos como forma de, a partir desse aprendizado, fazer um processo de multiplicação no fabrico desses utensílios em comunidades diversas dos municípios dessas microrregiões e ao mesmo se colocar a disposição para trabalhar o fabrico e a transferência dos conhecimentos para entidades e comunidades de estados diversos do semiárido brasileiro. “O objetivo desse trabalho é que os agricultores fiquem capacitados na construção de silos para o armazenamento hermético que é para fazer o armazenamento das sementes crioulas para os bancos de sementes para as comunidades e também para os estoques coletivos, então aconteceu essa oficina envolvendo agricultores que já tinham um certo domínio e um agricultor capacitador que fez essa capacitação deixando esses agricultores capacitados para a produção de silos”, explica o assessor técnico da AS-PTA, Emanoel Dias ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural deste domingo dia 03 de julho.

Dias informou que o objetivo das entidades é trabalhar as ações sempre em rede por dentro de todo o semiárido brasileiro e que as práticas que estão sendo trabalhadas estarão sempre a disposição das diversas entidades e comunidades agricultores de qualquer estado do semiárido brasileiro. “A idéia nossa é que cada banco se fortaleça, como a gente já fez no ano passado em que os bancos estavam passando por um desabastecimento por conta da seca, esse ano o inverno é um inverno de colheita garantida, então se tem colheita garantida é necessário que tenha também material para ser estocado, então muita gente utiliza silos mais velhos, antigos, muitas garrafas petis também, mas é de praxe o armazenamento a partir do trabalho do zinco, então foi colocado nessa perspectiva o trabalho do próprio agricultor, o conhecimento dele, a forma de produzir o silo, o formato e foi organizado essa capacitação para que o próprio agricultor possa produzir e possa também ter também sua autonomia na produção e não ficar dependendo desses meios de armazenamentos”, dialoga Dias com os ouvintes de Domingo Rural, enfatizando que 25 pessoas saem capacitadas com conhecimentos que serão compartilhadas em comunidades.

Antônio Luiz da Silva, Dedé, é agricultor e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba, Agreste paraibano, participou da capacitação e no Domingo Rural falou sobre o que representou fazer parte de um trabalho que tem ampla serventia para ele, a família e a comunidade além de ficar a disposição de outras comunidades interessadas em receber capacitações no processo de multiplicação solidária de conhecimentos. “Esse é um treinamento que exigiu muitos cuidados, bastante cuidado, porque se você não fizer o silo com muito carinho ele entra ar e a semente vai se estragar, porque a semente da paixão é uma semente que a gente tem que respeitá-la em todo o sentido”, explica aquela liderança, acrescentando que o processo de aprendizado se deu na perspectiva de se fazer silos com tamanhos que leve em consideração o potencial e necessidade de cada família ou comunidade. “Hoje eu faço silos até com 30 quilos, o cara quer um silinho pra 30 quilos eu vou lá e construo um silinho de 30 quilos, se ele quiser pra 10 quilos a gente constrói, só que é mais complicado. Mas a gente só constrói silo mesmo a partir de um saco até 120 quilos porque é mais conveniente do agricultor chegar numa esquina de uma parede e colocar aquele silo”, explica Dedé relembrando que no passado os silos eram grandes e desproporcionais ao tamanho de casas e dispensas em que se guardava equipamentos e produtos agríco9las.

Antônio Luiz garante que a tecnologia e tecnólogos estarão sempre a disposição das diversas comunidades e famílias agricultoras interessadas em desenvolver o trabalho em suas localidades. “Exatamente, a perspectiva da gente é de o conhecimento não só ficar com a gente, qualquer pessoa que quiser procurar a gente, procurar eu no sindicato ou Zé Carlos no Sindicato de Massaranduba e outros que não lembro o nome de todos os colegas de trabalho participantes das outras comunidades e dizer que tanto faz a gente está aqui na região da gente como qualquer outra pessoa de fora que pedir pra gente dar um treinamento, fazer um curso e ensinar as pessoas a gente está disponível pra isso mesmo, a gente não quer só pra gente, a gente quer pra gente e para os outros também”, explica Dedé.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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