Agricultores e entidades do Pólo realizam mobilização pela segurança pública e no meio rural

As organizações do Pólo da Borborema e agricultores assessorados pela ONG AS-PTA realizam, nesta terça-feira(20/03), uma mobilização que envolverá caravanas de diversos municípios do Brejo, Agreste e Curimataú paraibano em evento que acontecerá em Lagoa Seca, Brejo paraibano.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Remígio, Euzébio Cavalcante de Albuquerque(foto), a mobilização social acontecerá durante toda a manhã da terça-feira(20) numa estratégia dinâmica que chamará a atenção da sociedade e autoridades paraibanas sobre os problemas registrados no meio rural da região onde grande parcela das famílias agricultoras estão deixando suas casas para morar na cidade mesmo com todas as estruturas conquistadas a exemplo de cisternas de placas, cisternas calçadão dentre outras obras estruturadoras.

Ele garante que tudo está sendo motivado pela onda de roubos, assaltos, agressões e outras formas de intimidação que vem se registrando no meio rural daquelas microrregiões que registram acentuada melhora na qualidade de vida das famílias acompanhadas no processo das políticas de convivência com o semiárido. “É uma preocupação muito grande, a gente vê pelo retrato das cidades como ela está ficando, várias pessoas que eu costumo dizer que foram criadas pelos pais no sítio, tinham o sonho de criar os filhos no sítio, mas são expulsos da sua terra, são expulsos do seu lugar, da sua origem pra morar numa cidade que sabe que a primeira doença que aparece na pessoa que foi expulsa do seu lugar é a depressão, a falta de esperança e a gente que é do movimento sindical não pode olhar pra isso e deixar isso acontecer já que já faz muito tempo que as autoridades não estão vendo acontecer isso”, lamenta a liderança ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural neste domingo(18).

Euzébio informou que são formas diversas de desligamento por parte das famílias que estão saindo do campo em razão da pressão de bandidos que assaltam, roubam e ameaçam, o que fez com que as organizações se reunissem para planejar planos de ação. “A gente precisa de medidas porque as pessoas não podem ser expulsas, porque imagine aí uma agricultura sem o agricultor, sua a agricultora lá na sua terra. E como é que fica um roçado sem que as pessoas possam dormir em suas casas no sítio pra tomar conta disso”, se indigna Euzébio.

Ele garante que a questão da segurança fará parte das pautas de discussões das entidades do Pólo já quanto mais conquistas na qualidade de vida das famílias mais elas são perseguidas por marginais e diz acreditar que só a capacidade de união entre as famílias e as cobranças de políticas do estado para com a segurança é que causará equilíbrio no meio rural. “O trabalho que a gente tem organizado pra fazer esse trabalho de agroecologia faz com que muitas famílias continuem produzindo no campo e tem tido resultados ótimos. Quando a gente vê a Marcha das mulheres e pela agroecologia com duas mil mulheres que estão organizadas no trabalho do Pólo e quando a gente chega numa região e vê um monte de casa que foi beneficiada com cisternas e abandonada nos dar uma tristeza e uma revolta ao mesmo tempo e é por isso que essas famílias estão chegando aos sindicatos e dizendo: vamos juntar forças, vamos tomar uma atitude e até pede pra você nos municípios que estão sendo atingidos pra cobrar do seu sindicato pra que ele tome uma atitude e a gente possa juntar mais forças ainda pra cobrar dos governantes ”, conscientiza a liderança ao dialogar com os ouvintes das emissoras parcerias de Domingo Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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