Arribaçã promove oficina de gestão e legalização de empreendimentos solidários na agricultura familiar

A ONG Arribaçã realizou na última terça e quarta-feira(30 e 31 de março), em Lagoa Seca, uma oficina de comercialização institucional com ênfase na gestão e legalização dos empreendimentos solidários, capacitação que se destinou a diretores de entidades e agricultores familiares e que teve como temáticas questões relacionadas a prestação de contas do Programa de Aquisição de Alimentos das associações e unidades de beneficiamento da agricultura familiar junto a Conab; situação atual do PAA no Estado da Paraíba; como trabalhar atividades com prestação de contas, criação de planilhas, legalização das associações e empreendimentos da economia solidária dentre outras.

Para o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Riacho da Roça, em São Mamede, Médio Sertão, José Vieira Pereira, o evento foi de fundamental importância já que trouxe uma ampla diversidade de informações para um momento importante para aquele município que vem participando enquanto cliente do Governo Federal através do PAA da Conab e agora passa a fazer parte do PANAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar, também do Governo Federal, e que garante investimento em compras de no mínimo 30% dos produtos da agricultura familiar. “Então nós temos muitas dúvidas em relação ao projeto, então quando a gente vem pra cá e leva pras bases as informações passadas em como está se desenvolvendo esse projeto que prá nós é uma riqueza está desenvolvendo isso e sabendo que estamos ajudando a agricultura familiar”, argumenta aquela liderança sertaneja que participou dos dois dias de evento.

Ita Porto foi consultora do Ministério do Desenvolvimento Social, participou como facilitadora no evento e disse ter sido prazer passar informações importantes para diversas representações de microrregiões diversas do Estado da Paraíba. “Eu tive a oportunidade de repassar um pouco das informações que eu obtive junto a um trabalho de consultoria em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e a FAO que teve o objetivo de saber como é que estava a cara do programa de aquisição de alimentos no Estado da Paraíba, prática que tem mostrado boas surpresas e desafios que foram colocados para o desenvolvimento do Programa aqui no estado. Uma das boas surpresas, por exemplo, é a grande demanda de projetos de programas de aquisição de alimentos pelas associações para um dos gestores que é a Conab no estado”, relata Ita Porto ao dialogar com Stúdio Rural.

Nossa equipe conversou com o técnico da base de comercialização do Território Médio Sertão, Antônio Carlos da Silva Souto, que disse da importância da Arribaçã e Pólo Sindical e das Entidades da Borborema terem pensado esse momento de repasse de informações no sentido de que as associações que estão executando os programas PAA de vendas de produtos da agricultura familiar que tem apresentado problemas na hora de trabalhar as prestações de contas por parte das associações junto a instituição compradora. “A complicação maior é na hora de prestar contas, então essa oficina trabalhou essa questão da prestação de contas com exercícios práticos, inclusive os agricultores se dividiram em grupos, preencheram as guias de remessas, preencheram os documentos que vão para a Conab, teve correção, teve algumas observações e nesse sentido foi muito bom”.

A assessora técnica da Arribaçã, Maria Amália da Silva, falou sobre o objetivo do evento argumentando que uma das metas foi repassar informações que na maioria das vezes as associações ainda não têm e, neste aspecto, a oficina se pautou em apresentar os assuntos relacionados a gestão, legislação e legalização dos empreendimentos solidários com iniciativas que surgiram a partir de observações feitas no entorno dos trabalhos que já vinham sendo feitos pela Arribaçã junto as entidades de agricultores familiares incluídos no programas de venda e entrega dos produtos nos programas governamentais. “Essa iniciativa surgiu porque, de acordo com as atividades que a gente vinha fazendo nas comunidades, a gente viu que eles tinham uma deficiência muito grande em relação a esse tema”, explicou aquela assessora.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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