Assassinato de jovens e insegurança provoca mobilização social pela paz em Queimadas

Pela passagem dos 30 dias do assassinato das jovens Isabela Pajuçara(28 anos) e Michelle Domingos( 29), entidades sociais e a população do município de Queimadas realizaram uma ampla mobilização social com passeata pelas ruas periféricas e centrais daquela cidade pedindo mais ação por parte das autoridades para a questão da segurança pública na cidade e no campo e ao mesmo evidenciar a barbaridade praticada por jovens que já estão a disposição da polícia e da justiça paraibana(Clique e leia UOL).

“Nós estamos representando aqui na caminhada da paz a Articulação do Semiárido paraibano em nome do Pólo Sindical da Borborema, em especial o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas, estamos aqui solidários às famílias das jovens que foram barbaramente assassinadas aqui no nosso município, trazendo também o nosso apoio de solidariedade buscando a paz para as mulheres que merecem respeito, que merecem ter a honra que foi dada pelo criador e que, em muitas ocasiões nós temos visto esses absurdos acontecer e que nos entristece”, explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas, Maria Anunciada Flor Barbosa Morais acrescentando que a temática segurança pública e no meio rural já está sendo tema em pauta nas lutas das entidades do Pólo Sindical da Borborema.

“Nossa presença aqui significa o compromisso do Governo do estado, através da Secretaria do Estado da Mulher e da Diversidade Humana com o enfrentamento da violência contra a mulher no Estado da Paraíba, a secretaria de mulheres do estado, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres que hoje estivemos com a ministra Eleonora Minicucci presente e que enviou a secretária nacional do pacto nacional de enfrentamento da violência contra a mulher aqui para Queimadas porque nós queremos demonstrar, eu digo nós gestoras mulheres que estamos nessas secretarias de políticas para as mulheres, que o enfrentamento da violência contra a mulher é o nosso principal desafio, a gente precisa definitivamente mudar essa cultura que não é só aqui em Queimadas, nem no Estado da Paraíba, nem no Nordeste, mas no Brasil inteiro de que a violência contra a mulher é uma coisa da mulher, que em briga de mulher ninguém metia a colher, nada disso, metemos sim a colher, é crime e nós temos uma lei que é resultado da luta das mulheres da sociedade civil organizada que é a Lei Maria da Penha e que deu um marco legal e vem nos ajudando à enfrentar. Então é um compromisso nosso, nós estamos em diálogo constante com a prefeitura municipal, através do CREAS e com a Escola Estadual o Ernestão para que os organismos públicos possam estar trabalhando uma política constante”, argumenta a representante da Secretaria de Estado da da Mulher e da Diversidade Humana do Estado da Paraíba, Gilberta Santos Soares.

“Hoje faz 30 dias que nós estamos refletindo sobre essa tragédia que aconteceu aqui em Queimadas. Graças á deus que hoje a gente já é capaz de começar a dar sentido um pouco a toda essa realidade, já não existe tanto desespero, tanto medo porque acredito que até mesmo a fé das pessoas tem ajudado a dar um pouco mais de sentido a tudo isso que está sendo vivenciado aqui, então a gente sente que a comunidade todo ela se envolve, se solidariza às famílias de Isabela, de Michele onde a comunidade manifesta uma certa revolta por conta da tragédia num ato tão desumano que aconteceu, mas também o apoio e solidariedade que é tão necessária nesse momento pra ajudar as famílias das vítimas conquistarem um pouco mais de paz interior que eu acredito que isso é que é fundamental nesse momento”, explica o padre Evanilson José Sousa, celebrante da missa de 30 dias na igreja Matriz de Queimadas, explicando ser um momento importante para as partes viverem a prática do perdão. “No momento eu acredito que como cristão eu tenho a impressão que o interessante seria que nós pudéssemos fazer a experiência do perdão, eu acredito que é mais ou menos por aí que a gente tem que caminhar, não é tão fácil lembrar da tragédia e não despertar uma certa revolta, principalmente nas famílias das vítimas, mas eu tenho que falar como cristão e eu acredito que em todos os sentidos, todas as pessoas que estão envolvidas nesta situação não devem se fechar a experiência do perdão”, explica ao dialogar com Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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