Assessora territorial evidencia importância de conferências das juventudes rurais no Estado da Paraíba

SR240915aDiscutir a importância da realização das conferências das juventudes rurais no estado da Paraíba, essa foi uma das metas da assessora de Gestão Social do NEDET Cariri Oriental da UFCG, Raiza Madje Tavares, em participação no Programa Esperança no Campo e Domingo Rural dos dias 19 e 20 últimos, tomando como referência a realização da Conferência das Juventudes Rurais do Cariri Oriental que aconteceu no último dia 18, na cidade de Soledade, naquele território. “A gente já consegue realizar um saldo bem positivo nos trabalhos realizados no território e, dentro desse saldo positivo, a organização da juventude rural desse território pra realização dessa conferência e pós-conferência já que a gente tem a perspectiva de que essa organização e debate continuem, é um dos saldos mais positivos que temos até então”, explica aquela mobilizadora social evidenciando o papel desempenhado por representações juvenis camponesas e por organizações sociais e governamentais. “Nós só temos a agradecer a todos os envolvidos, foi uma conferência feita a muitas mãos, tivemos muitos parceiros trabalhando a exemplo de nosso Núcleo de Desenvolvimento Territorial do Cariri Oriental(nosso Nedet), o Procase, prefeitura de Soledade, Casaco, Coletivo essas instituições importantes de nosso território, então a gente pode dizer que, acima de tudo, ela foi uma conferência que uniu muitas mãos em nome de um só objetivo que foi debater as demandas da juventude rural do território e essa foi uma grande conquista para esses jovens”, explica.

Temas preocupantes e construtores de perspectivas acontecidos no evento foram trabalhados por aquela assessora durante entrevista em nossas emissoras parceiras, ela garanta que são propostas que se somam para a construção e afirmação de políticas públicas de governos para a melhor condição da continuidade dessas juventudes rurais como forma de dar continuidade ao processo de sucessão no campo, dando continuidade as ações já desenvolvidas por seus pais e avós. “As propostas são inúmeras e tem inúmeros olhares considerando que se tratou na conferência de direitos que estão previstos no estatuto da juventude, então foram 11 direitos: direito a saúde, a educação, direito ao território e a mobilidade, ao desporto, ao lazer, ao trabalho, a qualificação e a renda, enfim, foram vários os eixos trabalhados, 11 direitos trabalhados por entre seis eixos com médias de três propostas de cada direito desses, então foram 33 propostas ao final encaminhadas à conferência estadual e é muito animador porque como exemplo a gente ia unindo as propostas para fazer a votação em nossa plenária e era muito animador a forma como eles colocaram essas propostas tão bem fundamentadas, tão bem construídas e levando em consideração a realidade local deles, então é um processo de conquista muito importante pra esses jovens considerando que essa Conferência Nacional, por exemplo, é a terceira ainda que vai ser realizada, outras conferências a gente já vai na oitava conferência nacional, décima conferência nacional em outros setores e da gente de juventude ainda vai ser realizada a terceira, então a gente percebe que é muito recente o processo de construção e de escuta do público alvo das políticas da juventude e aí quando a gente fala em juventude rural é mais recente ainda, porque antes a juventude discutia toda junta e a juventude rural que é um segmento importante e numeroso, principalmente nos pequenos municípios, conseguiu conquistar esse espaço de realizar conferências territoriais específicas para o público rural eletivas porque eles têm o direito de enviar delegados para discutir nas conferências estaduais e conferências nacionais, então eles conquistaram esse espaço e é preciso que a gente esteja junto nessa para contribuir nesse processo, para brigar e pleitear cada vez mais esses espaços de discussão para que eles estejam cada vez mais incluídos e sejam ouvidos”.

Ao dialogar com nosso público ouvinte, aquela assessora explicou que o trabalho é acima de tudo de formação e informação citando como exemplo a construção de comissões organizadoras nos territórios para a realização das conferências que, como estratégia de inclusão da juventude, realizam reuniões antecipadas para discutir detalhes da mobilização, questões relacionadas a infraestrutura dentre outras questões referentes a construção da conferência e garante que as comissões têm assumido o papel de visitar cada território identificando potenciais jovens que pudessem levar as demandas de seus municípios enquanto delegados e delegadas e garante que a expectativa é que essas juventudes continuem na busca da inclusão e que em outubro tem a Conferência Estadual das juventudes Rurais e em seguida vem a nacional com a perspectiva da construção de um plano nacional arrojado de políticas para as juventudes camponesas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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