Assessoria de entidades e participação de agricultores tem mudado panorama em comunidade rural de Soledade

Participação permanente das famílias agricultoras assessoradas por equipes das entidades do Coletivo do Cariri, Seridó e Curimataú tem apresentado reflexos positivos na qualidade de vida das famílias organizadas em comunidades diversas de diversos municípios daquelas microrregiões a exemplo da Comunidade Lajedo de Timbaúba, município de Soledade, onde um núcleo de famílias somam experiências estruturantes nas propriedades que permitem produção e produtividade durante todas as épocas do ano, dentro da lógica de convivência sustentável com o semiárido brasileiro.

Dados importantes foram apresentados num Dia de Campo realizado naquela comunidade, no último dia 5, quando diversas experiências foram expostas a exemplo da prática com armazenamento de ração feita a partir de culturas proporcionadas em épocas de invernos normais e também com as tecnologias e práticas desenvolvidas em anos com secas graças ao uso de recursos hídricos acumulados em barragens subterrâneas que possibilitam produção de alimentos e por sua vez capacidade de desenvolver a criação animal e trabalhar seus produtos e derivados.

Participante do Dia de Campo, o representante da ONG PATAC, Valdir Cordeiro(foto esquerda), fez um balanço das ações e trabalhos desenvolvidos por aquela organização desde os anos de 1993, quando registrou-se anos de muitas secas e quando identificou-se a necessidade de se desenvolver tecnologias de convivência com a realidade semiárida com ações que se iniciaram na parceria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Soledade e Paróquia Santana onde o PATAC iniciou trabalhos de apoios que passaram a ser desenvolvidas junto as famílias no processo de ações estruturantes iniciais com ênfase em cisternas de placas e tanques de pedras. “A gente inclusive tem dito essa frase tão repetida de que as cisternas com água de beber elas têm sido a porta de entrada para que as famílias agricultoras possam vislumbrar um semiárido diferente e um semiárido que não é aquela terra prometida de você sair daqui pra ir lá em busca dela, mas você poder conviver com a realidade que você tem e fazer com que nessa terra corra o leite o mel tão prometidos e aí a gente tem uma quantidade de água que pode não ser satisfatória todos os anos para a produção de milho e de feijão, mas ela possibilita a acumulação de, pelo menos, água de beber e de se cozinhar, ela possibilita pelo menos a água para os animais, ela possibilita pelo menos a alimentação forragem, agora a questão é como se faz o aproveitamento desse material que é disponibilizado em alguns anos num período muito curto de 2 ou três meses em que você tem uma fartura grande de folhagens e de ramas e como é que você armazena para ceder para os animais noutros períodos e tudo tem a ver com a questão da água e você precisa mexer com muitas outros aspectos que vai possibilitar uma melhor relação nisso”, explica Valdir Cordeiro ao dialogar com Stúdio Rural evidenciando que atualmente diversas parceiras estão surgindo para a complementação desses trabalhos, citando como exemplo as novas ações patrocinadas pela Petrobrás através do Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania que vem implementando ações via Projeto Água no Semiárido.

Naquele Dia de Campo foi proporcionada às famílias agricultoras a distribuição de caprinos e ovinos através de um fundo rotativo solidário de animais com recursos do Projeto Dom Helder Camara, ações complementares que vão sendo possíveis graças ao processo estruturante nas unidades rurais daquela comunidade. “Com certeza, a gente está num mês de agosto, e aí era período em que em anos anteriores você estava se preparando para se desfazer dos animais porque ia entrando num momento já delicado do ponto de vista de ter acesso a água e a alimentação para os animais e hoje o pessoal está recebendo animais para iniciar sua criação e aí acho que isso é uma resposta fantástica relacionada a isso”, justifica Valdir dizendo que o grande esforço das organizações é tornar visível essa realidade e que sejam referência para a execução de políticas públicas.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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