Audiência pública de Massaranduba revela baixo quadro de policiais civis e militares para superação da violência no município

Um quadro de pessoal insuficiente na polícia civil e militar capaz de superar os obstáculos enfrentados no município de Massaranduba foi revelado durante a audiência pública acontecida na última sexta-feira(19/04) naquele município, evento que envolveu representações da prefeitura municipal, câmara de vereadores, Conselho Tutelar, paróquia da igreja católica, associações de agricultores e agricultoras, educadores e educadoras do campo e da cidade, estudantes, agricultores e agricultoras dentre outras que pararam para discutir a realidade da insegurança enfrentada no município que tem provocado um êxodo rural desenfreado que, em razão do índice de deslocamento de famílias do campo para a cidade tem causado déficit na oferta de moradias e aumento nos preços dos alugueis de residências urbanas.  style=mso-spacerun: yes> 

Participantes do evento, o delegado da Polícia Civil, Erissandro Pinto de Andrade, responsável por aquela localidade falou sobre as limitações, mostrando que a delegacia que ele coordena os trabalhos fica no Bairro José Pinheiro, em Campina Grande, envolve bairros como José Pinheiro e Glória que contam com ampla complexidade além de atender o município de Massaranduba dentre outras com um quadro de pessoal limitado e disse acreditar em avanços na segurança com o empenho e participação da sociedade organizada. “Essa é uma iniciativa excelente, acho que é o início de tudo a partir daí, e só a questão de ter a participação de diversas organizações da sociedade isso indica que a possibilidade de alcançar o sucesso é muito grande”, comemora Erissandro ao dialogar com Domingo Rural e Universo Rural.

Ysmar Mota Soares é comandante do 10º Batalhão e Polícia Militar, participou do encontro e dos Programas Universo Rural e Domingo Rural fazendo um balanço do evento e da realidade da PM na atualidade com suas limitações no quadro de pessoal. “Acho que a nossa vinda e não mandar representação pra sentir de perto esse clamor e principalmente poder especificar quais são as comunidades que estão sofrendo mais essa sensação de insegurança para que possa nos ajudar com as denúncias e a gente também poder fazer um planejamento mais específico, porque como somos pouco o efetivo e não temos como aumentar da noite para o dia já que é um processo de demora e eu espero que o governo trabalhe nesse sentido e, com certeza, num futuro próximo teremos aumento no efetivo. style=mso-spacerun: yes>  Mas acho que com inteligência no sentido de planejamento de especificar as comunidades e fazer as operações, eu também me comprometi aqui em reduzir um pouco o efetivo administrativo que a gente chama operação fecha quartel pra tentar em alguns dias trazer esse efetivo para as ruas e aumentar a presença e com isso espantar essa marginalidade como também dar uma sensação de segurança maior as pessoas, mas principalmente essa aproximação maior do comando com as lideranças locais”.

Maria Leônia Soares, Leia, é presidente do Sindicato dos trabalhadores rurais e, ao dialogar com Stúdio Rural disse que o evento superou as expectativas, mas que as entidades e direções de escolas somaram fortemente para fazer com que a atividade fosse desenvolvia com êxito e garante que o meio rural é a parte mais prejudicada com a violência existente naquele município. “Esse é o caminho, a gente no Polo e o próprio município vem fortalecendo cada vez a agricultura familiar com várias ações como a cisterna de água de beber, as próprias cisternas para a produção, a rearborização das propriedades, há um investimento muito forte pra garantir a segurança alimentar das famílias, pra garantir um ambiente mais favorável na própria agricultura, então a gente vem sentindo essa necessidade de se articular sociedade civil, governo e as autoridades policiais pra fortalecer esse diálogo pra superação dessa questão da violência.

Juvenal Ferreira Couto é agricultor residente no Sítio Gameleira, participou do evento falando sobre a realidade em nome das diversas comunidades daquele município, participou dos nossos programas e garante que a iniciativa tende a surtir efeito e que a idéia de construir um movimento com participação da sociedade civil junta aos órgãos representa eficiente caminho. “A gente sabe que violência tem em todo canto e já vem de muito tempo, agora se a gente puder combater pra não ficar maior é o que a gente tem que se pegar junto aos poderes públicos e também com esses seguranças pra ver se a gente ameniza esse terror que está rondando as nossas comunidades”.

Erinaldo Lima Silva é pároco naquela cidade e explicou que o sentido maior da luta está no fato de que nos últimos meses tem acontecido muitas mortes, roubos, assaltos dentre outros que tem provocado verdadeira mudança de hábito das pessoas em participarem de encontros, seminários, reuniões e até celebrações em razão do perigo de se deslocarem pelas ruas e caminhos daquela cidade e município. “E como Jesus cristo diz que nós temos que lutar ela vida em abundância para que todos tenham vida e sejamos promotores da paz, então isso é o que nos motivou lutar para que a população possa perceber que nós não estamos calados e quietos e ou acomodados e daí as autoridades achando que isso está bom ou que está certo, mas o que nós queremos ter tranqüilidade”.

O deputado estadual Frei Anastácio(PT/PB) participou da mobilização e audiência pública e explicou que a falta de investimento do estado em infraestrutura em geral tem causado diversas formas de violências naquela e em diversas comunidades dos municípios paraibanos. Ele citou o caso de Massaranduba que conta com dois grandes açudes próximos a cidade e, mesmo assim, os moradores não recebem água com aceitável freqüência nas torneiras das residências sugerindo ser uma violação a direitos básicos da população. “Acho que está sendo muito importante a Paraíba estar se mobilizando diante da questão da segurança, no nosso estado a insegurança está presente em todo o estado e a população está se levantando no tocante a cobrar do puder legislativo, do executivo e até mesmo do governo federal mais dignidade que passa por segurança qualificada a altura e é preciso dar as condições aos nossos policiais, seja civil, seja militares”, explica dizendo que segurança passa por qualidade de vida no meio social e condições básicas para os trabalhadores da segurança pública no estado da Paraíba. “Eu estou semanalmente fazendo um, dois pronunciamento sobre a questão da violência e também sobre a questão da água, eu acho que a falta da água é uma violência tremenda também, veja a realidade aqui em Massaranduba que tem dois açudes, um deles com a capacidade para 2 milhões de metros cúbicos, está com 95% de sua capacidade, mas não tem água nas torneiras, isso numa distância de seis quilômetros, é necessário 180 metros para concluir uma adutora”, critica evidenciando que falta experiência e vontade política por parte do governo paraibano para executar ações estruturantes básica nas comunidades dos municípios.  style=mso-spacerun: yes> 

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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