Audiência pública discute bondades ou malefícios de junção das empresas do governo para o meio rural

A Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba promoverá uma audiência pública para debater a medida do Governo João Azevedo em fazer a junção das empresas Emepa, Emater e o Interpa numa só empresa e, consequentemente, suas possíveis bondades ou malefícios com efeito da causa provocada pelo gestor bem no início da atual gestão.

Domingo Rural e Esperança no Campo entrevistaram o coordenador regional Campina Grande, da extensão paraibana, José Sales Alves Wanderley Júnior convidando a sociedade paraibana para se fazer presente no evento que terá início às 10:00 horas da manhã da quinta-feira(07 de março), no Plenário deputado José Mariz, numa propositura do deputado Raniery Paulino. “Pra nós que fazemos a Empaer, Empresa Estadual de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária nós estamos movidos a estar presentes no próximo dia 07 discutindo com os deputados que legislam na Paraíba, mas também com a sociedade civil de uma forma geral através dos agricultores e suas organizações, esse novo cenário de Empaer, essa junção que existiu agora de fato e de direito desde o dia 02 de janeiro do correte ano onde o governador João Azevedo fundiu a então Emepa, Emater e Interpa numa instituição só, na perspectiva mesmo de dinamizar os serviços, de otimizar as ações”, explica Júnior Sales ao dialogar com nosso público ouvinte.  

Participando de nossos Programas, o presidente da Faepa, Federação da Agricultura do Estado da Paraíba, Mario Antônio Pereira Borba, explicou que a medida do governo paraibano é extremamente equivocada e promete oferecer sucateamento às empresas e verdadeiros prejuízos aos setores produtivos do estado. “Uma outra coisa que nós não podemos aceitar, e eu não aceito, é o que houve na Emepa na Paraíba, quer dizer, a junção desses três órgãos, é inadmissível um negócio desses, a Paraíba que tem a Emepa que tem referência nacional, é a única empresa de pesquisa agropecuária estadual que tem referência nacional é a Emepa, a Emepa que tem uma tradição de quase trinta e tantos anos. Agora o fato da Emepa ter feito um concurso na sua fundação, e nenhum governante até hoje fez outro concurso, fez com que alguns veterinários, Zootecnistas, agrônomos ligados a prefeituras, ligados a secretarias de agricultura fossem cedidos a Emepa, pessoas essas que se dedicaram a fazer mestrado pra continuar prestando um serviço a Emepa e que de uma hora pra outra o governador Ricardo Coutinho, lamentável o que ele fez na sua saída, deixar uma medida provisória pronta para que o governador atual, João Azevedo, assinasse a medida provisória. A Emepa até 2014 deu resultados, deu lucro, era superavitária, aí de 15 pra cá, 16, 17 e 18 deu prejuízos, se juntar as três empresas acumulou um prejuízo de R$ 20 milhões de reais, quer dizer, aí a Emepa vai pagar essa conta? Na hora que a gente precisa da ciência, da pesquisa, da tecnologia. O pessoal foi todo afastado, ninguém foi comunicado, quer dizer: pessoas que chegaram ao final do ano e talvez tenham feito sua compra com seu cartão de crédito pra pagar com o dinheiro que ia receber em janeiro e quando é em janeiro está fora e não recebe dois ou três mil reais de gratificação que ia receber, isso é um ato até desumano, vamos dizer assim. Então é preciso rever isso também”, argumenta Mário Borba ao dialogar com nosso público ouvinte no semiárido da Paraíba e Rio Grande do Norte, especialmente.

Borba explicou que a Emepa é uma empresa construída a partir de patrimônios de outras parceiras e citou como exemplo o papel exercido pela Embrapa em ceder importantes patrimônios para o fortalecimento da empresa paraibana de pesquisas. “Pra você ter uma ideia, a Emepa é uma sociedade anônima, então isso tem que ser revisto porque a Embrapa tem 45% das ações da empresa. A Estação de Umbuzeiro tem 81 anos, a estrutura, o patrimônio lá é da Embrapa, a estrutura de Alagoinha também foi da Embrapa”, explica Borba criticando o modelo de aquisição de pessoal para a gestão da empresa. “Por exemplo: em Umbuzeiro, quem é que está lá? é uma pessoa colocada por um político que era do lado do governador e o cara é professor de geografia, tiraram um Zootecnista com doutorado e botaram o professor de geografia para assumir a estação experimental de Umbuzeiro”, explica e contesta aquela liderança que é também vice-presidente da CNA.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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