Casal garante que organização no modelo de agricultura mudou a qualidade da alimentação da família

Hoje estamos produzindo bem, essa produção a gente bota pra prefeitura e para o consumo de casa, primeiramente o consumo de casa pra família, depois o que sobrar é o que a gente vende para a prefeitura no PAA, para o PNAE da prefeitura para a alimentação das crianças lá na merenda escolar. Essa é parte da argumentação da agricultora familiar Maria do Socorro Barbosa da Silva(foto), residente na comunidade Lajedo de Timbaúba, município de Soledade, onde a família desenvolve um trabalho com agricultura que inclui o melhor aproveitamento dos terrenos ao arredor de casa com plantio de culturas diversas e plantas medicinais que são consumidos na alimentação da família e o excedente é vendido para o mercado privado através da Bodega Agroecológica, em Soledade, também para o PAA, Programa de Aquisição de Alimentos da Conab e Programa Nacional de Alimentação Escolar do Governo Federal.

Como forma de complemento no modelo de agricultura, a família desenvolve um trabalho produtivo numa área ao redor de casa com produção de uma ampla diversidade de culturas e cultivos que são possíveis graças á alguns empreendimentos como construção de cisterna adaptada a agricultura com capacidade de 52 mil litros de água financiada pela Petrobrás através do Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania via Projeto Água no Semiárido em sua primeira fase e que absorve as águas de chuvas locais além de aproveitar as águas de um tanque de pedra próximo do terreno e que tem toda uma gestão dos recursos hídricos na área de aproximadamente ½ hectare cercada que proporciona a criação de galinhas e pequenos animais nos arredores. “Isso aqui era um campo de palma que a gente plantava ao redor de casa, aí depois que surgiu o biodigestor eu comecei fazer uma mudinhas e disse que ia plantar pra Vê, depois apareceu a cisterna de 50 mil litros, aí eu aumentei o quintal mais pra frente e vi que estava pequenino e disse vou aumentar mais, então aumentei e plantei de tudo e estou aqui. De macaxeira a batata-doce tem de tudo”, explica a agricultura participante do Programa Universo Rural do dia 17 de agosto via Rádio Bonsucesso de Pombal e disse que tudo só foi possível graças ao processo de mobilização feito pelas entidades do Coletivo e Patac que dentro das dinâmicas desenvolveram diversos encontros de intercâmbios de conhecimentos.

Dona Socorro falou do papel que as entidades parceiras têm exercido quando patrocinam o que chamou de importante empreendimento e garante que sem os recursos financeiros e as capacitações nada seria possível já que se trata de uma região com meses seguidos se cacas todos os anos. “Sem essa água não tinha nada disso aqui, porque não tinha aonde ir buscar água, a gente não ia buscar água de longe para aguar isso tudinho, então não tinha condição não”, explica a agricultora. “Tudo isso foi através das entidades com as visitas feitas através das entidades que acompanhava o agricultor, o agricultor que nunca saia de casa pra canto nenhum, eu vim sair de casa já agora depois de velha e se há 20 anos quando a gente chegou pra morar aqui nesta comunidade tivesse esse trabalho eu já tinha muito mais coisas plantadas.

Antônio bento é esposo e companheiro de atividade de doma Maria do Socorro, faz agricultura em diversas partes da propriedade e garante que a partir das ações desenvolvidas ao redor de casa a família passou a ser mais produtiva, gerando mais trabalho, renda e melhoria na qualidade da alimentação familiar. “A alimentação melhorou porque antes, você sabe, que o que vinha pra mesa era comprado, tirante o milho e Feijó, é que vinha a verdura, uma fruta, outras coisas eram compradas e hoje não, hoje nós produzimos aqui, então melhorou porque o que a gente comprova nós não compra mais e vária coisas não temos pra vender coisas que a gente comprava antes”, explica bento que também falou para os ouvintes do Programa Universo Rural do dia 17 quando comentou que ele e componentes da família tinham que buscar trabalho e renda fora da propriedade e até mesmo fora do estado. “Justamente, antes a gente tinha que buscar alternativa fora, e hoje nós temos aqui na propriedade e isso foi muito importante, foi com essa visitas de intercâmbios que a gente saiu aprendendo lá fora, trazendo e implantando na propriedade”, explicou Bento.

Ele informou que a partir dos investimentos com tecnologias sociais implantadas na unidade produtiva agora é a vez de ampliar os investimentos e já pensa em comprar equipamentos de maior porte para aumentar a produção na armazenagem de forragem e no transporte das mercadorias. “A gente está fazendo um investimento naquele Programa o Mais Alimentos que são recursos até 120 mil reais com juro bem baixo que é 2% ao ano e tem mais três anos de carência e com isso é pra comprar equipamento, melhorar o rebanho, produzir mais forragem e então é uma linha de crédito totalmente virado para a agricultura familiar”, explica.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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