Componentes do Gabinete da Palma voltam a se reunir e discutem ações fortalecedoras à pecuária paraibana

Representações de entidades componentes do Gabinete da Palma na Paraíba realizaram mais um encontro para continuar ações e práticas para o processo de construção de campos de palma forrageira enquanto instrumento de convivência com a Cochonilha do carmim e fortalecimento da pecuária no Estado da Paraíba.

A reunião aconteceu no último dia 19, na sede do INSA, Instituto Nacional do Semiárido, em Campina Grande, e contou com representantes de diversas entidades de pesquisas, universidades, Emater, Central Única dos Trabalhadores, Secretaria da Agricultura Familiar do Estado da Paraíba, organizações de agricultores, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, dentre outras.

Stúdio Rural entrevistou o professor da Universidade Federal da Paraíba e componente daquele instituto, Daniel Duarte Pereira. Ele participou do encontro do Programa Domingo Rural deste domingo(24/06) falando sobre o trabalho continuidade com o conjunto das ações desenvolvidos em parceria com as entidades diversas no estado. “Na verdade a gente notou que nessa reunião do gabinete que houve um fortalecimento do próprio gabinete, as instituições que estão participando são em torno de 30 e houve um compromisso maior de cada instituição, ela tem todo o direito de desenvolver suas atividades com palma, de repente em um município uma instituição está fazendo um trabalho e a outra instituição vai fazer o mesmo trabalho quando poderia fazer em outro município, então esse um dos pontos positivos; o segundo é que o projeto que foi gestado aqui no INSA e foi encampado pelo Governo do Estado/Sedap ele foi plenamente aprovado os recursos de R$ 1,2 milhões que são para os três 83 campos de multiplicação de palma de um hectare, palma irrigada com a proposta de a cada 6 meses cada campo desse produzir no mínimo 80 mil folhas de palma para a distribuição”, explica Duarte falando de critérios importantes criados para que o trabalho integrado de produção da palma possa ser desenvolvido de forma urgente já que a perspectiva é de forte ataque da cochonilha com a chegada do tempo quente.

Dentre os critérios a serem trabalhados está o processo de capacitação sobre as novas variedades de palmas que apresentam exigências diferenciadas das variedades de palmas gigantes tradicionalmente trabalhadas. “É verdade, até a forma de estrumar a palma vai ser diferente porque tem pelo menos duas dessas variedades que o estrume traz uma doença associado, ele é bom enquanto adubo, mas tem um fungo que chamamos de fusarium que apodrece o pé da palma e então até a forma de estrumar é diferente, não é que ela não aceite estrume, é que vai ter que ser colocado mais distante por uma série de outras coisas”, explica aquele componente acrescentando que está sendo implantado um ‘jardim Clonal’ na sede o INSA, local para multiplicação das variedades.

Duarte informou aos pecuaristas cultivadores das variedades de palmas resistentes à cochonilha interessados em vender o produto para os governos que procurem a Superintendência do Ministério da Agricultura ou técnicos do INSA para cadastrar os campos já que será feito licitação para compra de um milhão de raquetes desses produtos sementes e o critério é o reconhecimento dos órgãos competentes sobre a qualidade do produto através dessa catalogação.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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