Comunidade Lajedo do Timbaúba realiza experiência com beneficiamento do Umbu

A comunidade Lajedo do Timbaúba, município de Soledade no Cariri paraibano, vem fazendo importante experiência com a cultura do Umbu, cultura nativa do semi-árido brasileiro, muita resistência ao clima e solo da região e que é encontrada nas regiões secas de diversos estados nordestinos a exemplo da Paraíba e Bahia que já desenvolvem um trabalho no processo de reprodução e beneficiamento da frutícola.

Há três anos cerca de seis famílias de agricultores da comunidade Lajedo do Timbaúba vêm fazendo um trabalho de beneficiamento da cultura, especialmente com o doce e a polpa que já estão sendo vendidos em ambientes comerciais de Campina Grade e utilizados nos programas sociais do município numa parceria com a prefeitura municipal de Soledade.

No Programa Domingo Rural deste domingo dia 16 de março o vice-prefeito da cidade de Soledade, José Bento, falou sobre o trabalho que vem sendo feito naquele município em torno da cultura do umbu, das dificuldades enfrentadas pelas famílias de agricultores em razão da falta de estrutura e equipamentos, mas também falou das perspectivas que se tem em torno da viabilidade da cultura. “Um outro ponto é que esse pessoal está descapitalizado, por exemplo, a safra do umbu é sazonal, em dois, três meses ela se acaba. Então grande parte do potencial do Umbu é desperdiçada, porque elas não têm a capacidade de armazenamento, por exemplo hoje, as mulheres estão com a freezer recheada de poupa e não tem como desaguar imediatamente isso. Porque? Primeiro elas não estão bem estruturadas do ponto de vista da comercialização”, revela Zé Bento.

Ao contatar com os ouvintes Domingo Rural, Bento diz que o trabalho que está sendo feito faz parte de um conjunto de trocas de experiências das famílias de agricultores em estados diversos do País, numa ação desenvolvida pelas organizações da ASA-PB, Articulação do Semi-árido Paraibano e que pouco a pouco está se expandido em diversas microrregiões do estado e que, no tocante ao Umbu, vem sendo trabalhado num processo de agregação de valor ao produto envolvendo inúmeras famílias. “Nós já estamos com três anos em que vimos acompanhando um trabalho com um grupo de mulheres lá em Lajedo de Timbaúba que descobriu essa alternativa de renda no aproveitamento do Umbu como fruto das trocas de experiências, visitas de intercâmbios com outros municípios e outros estados até, o esforço coletivo junto das entidades, infelizmente temos que lamentar que os poderes públicos não se deram conta da importância de apoiar o desenvolvimento dos municípios a partir do seu potencial e tem investido pouco ou quase nada, e isso está acontecendo como fruto desse processo, desse trabalho das organizações”, esclarece Bento dizendo que a comunidade tem dado forte testemunho a cultura é possível e sustentável.

Ao escutar edições do Programa Domingo Rural falando sobre as tecnologias utilizadas na Bahia em que as famílias de agricultores beneficiam a cultura e guardam por um período de um ano sem uso de aditivos químicos, corantes e ou conservantes e sem uso de geladeiras para conservar os produtos, Bento disse acreditar que tem-se que investir na capacitação das famílias de agricultores que, por falta desses conhecimentos, estão trabalhando na dependência do uso de geladeiras e consumo da energia elétrica que, além de poluir o meio ambiente, encarecem o produto. “O processo de capacitação é uma necessidade permanente, como você bem diz, é preciso inovar, favorecer esse conhecimento que não é tão fácil e que está nas mãos de pouca gente então é preciso divulgar mais isso e tornar ao alcance da comunidade”, justifica.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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