Conferência de ATER paraibana revela escritórios fechados e falta de técnicos da Emater com prejuízos para municípios

Escritório fechado, ausência completa de técnicos para trabalhar a extensão rural junto a agricultura familiar de todo o município, agricultores e agricultoras sem ter como se adequar no Pronaf já que não têm quem emita a DAP além de não ter quem faça o processo de certificação do ganho ou perda na safra agrícola no município.

Essa é a realidade pela qual passa o município de São Domingos do Cariri que ao participar das discussões das políticas de assistência técnica dentro da Conferência Territorial de Assistência Técnica e Extensão Rural que aconteceu na última quarta-feira(07/03), em Barra de São Miguel, preferiu conduzir para a realidade de desprezo que São Domingos está passando já que não tem um técnico extensionista o que tem gerado perdas e prejuízos os mais diversos para a agricultura familiar daquele município.

Stúdio Rural entrevistou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município, Antônio Pereira Diniz(foto), que lamentou a realidade pela qual passa a agricultura familiar daquele município. “A gente não tem um acompanhamento técnico de nada dentro do município de São Domingos, não tem acompanhamento técnico e isso fica ruim para os agricultores que querem fazer um projeto , se faz o projeto libera o dinheiro e depois como é que ele vai saber administrar se não tem um acompanhamento técnico? E isso compromete até a produção porque a pessoa não vai poder gerir os recursos na propriedade se não tem um preparo e nenhum acompanhamento e esse acompanhamento e orientação é primeiro lugar para poder o agricultor ter uma renda através daquele projeto, então eu como presidente do sindicato estou correndo atrás”, explica aquele líder dizendo que sem profissional técnico fica difícil o sucesso do agricultor.

Pereira Diniz disse que agora mesmo o município tem um projeto para ser desenvolvido na área da habitação rural e as famílias estão enfrentando dificuldade porque não estão tendo como ter acesso a DAP, Declaração de Aptidão ao Pronaf nem estão tendo condições de participar por falta de escritório com técnico extensionista. “Dá um desgosto grande, e principalmente na gente que é sindicalista, que é presidente de sindicato e vê a necessidade do campo, a gente provoca as autoridades que até agora não se movimentaram. Mas com tanta pressão e uma reunião como essa daqui a gente vê municípios com mil maravilhas e a gente lá sofrendo no recanto do município igualmente a São Domingos”, lamenta Diniz.

Diogênes Fernandes do Nascimento é agricultor em São Domingos, participou da conferência de assistência técnica e, ao conversar com nossa equipe, falou sobre a crise enfrentada naquele município que não conta com um corpo técnico para trabalhar a extensão rural o que tem deixado um legado de prejuízos aos agricultores e agricultoras daquele município. “Estamos vivendo prejuízos porque a gente acaba deixando de ter serviços e políticas proporcionadas pelo governo federal via essas instituições que não estão chegando até nossos agricultores, ou seja, se eu preciso ter apoio técnico junto as instituições que gerem esses recursos, a falta delas conseqüentemente é um grande problema para os agricultores de nossa região”, lamenta aquele jovem agricultor.

Aquele agricultor disse lamentar que uma discussão tão importante em que se discute eixos para qualificar melhor a extensão rural e vê que municípios ainda não têm sequer um escritório em funcionamento com técnicos assessores para a agricultura acontecer com aplicação de tecnologias atualizadas e sustentáveis. “É aí que a gente precisa ser franco e direto, temos que reconhecer que infelizmente a assistência técnica ela é frágil e aí é uma questão de instituições que nós que somos agricultores as vezes ficamos muito à margem dessa discussão mais voltada à como está essa instituição já que não temos conhecimento interno dela, agora temos que reconhecer que ela não está adequada”, explica o agricultor ao dialogar com Stúdio Rural, seus programas e emissoras.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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