Consultor fala sobre Seguro Safra em emissora do Cariri paraibano

Falar sobre as vantagens e a importância do Programa Seguro Safra destinado ás famílias agricultoras do semiárido com participação no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar(Pronaf) foi um dos objetivos da participação do consultor do Programa Garantia Safra na Paraíba, Ranyfábio Cavalcante Macedo, no Programa Jornal da Monteiro da Rádio Monteiro FM 92.1 nesta quarta-feira(03/02) e apresentado pelos radialistas Roberto Júnior e Chico Lobo.

Durante ampla entrevista, Ranyfábio falou sobre a dinâmica do Garantia Safra, tirou dúvidas, deu sugestões dentre outras informações compartilhadas com os ouvintes daquela emissora caririzeira. “O objetivo é aproveitar um programa de grande audiência como o programa aqui do Jornal da Monteiro, pra divulgar um pouco o Programa(Garantia Safra), deixar um pouco mais claro, tirar dúvidas de todas as parceiras dos municípios aqui da região do Cariri”, argumenta aquele consultor ao dialogar com a equipe do Programa Domingo Rural sobre sua estada naquela microrregião caririzeira.

Durante a entrevista concedida ao programa daquela emissora ele falou sobre critérios de participação dos agricultores e agricultoras no Seguro Safra, mostrando que um dos critérios é que a família tenha renda mensal de 1,5 salário mínimo, que primeiramente o município tem que está aderido ao Programa junto ao governo do estado e o agricultor terá que passar por um processo ao Programa, em seguida ser homologado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável que verificará se aquele agricultor atende o perfil do Programa Garantia Safra. “E a partir daí é que eles vão aderir ao Programa através do pagamento do boleto bancário que eles vão receber da prefeitura municipal e aí eles vão ter direito ao benefício se tiver perdas acima de 50% no município por causa da seca ou do excesso hídrico. Até a safra de 2007/2008 o Programa não beneficiava as perdas por excesso hídrico mas a partir daquela safra o governo entendeu que nos últimos anos tinha chovido bastante na região semiárida em alguns anos e resolveu atender também ás perdas por excesso hídrico”, explica Cavalcante ao dialogar com os ouvintes daquele jornal radiofônico.

Ele falou sobre os municípios que já fizeram suas adesões e chamou a atenção das comunidades de poucos municípios da região que deixaram de fazer a adesão, colocando em risco o ano agrícola das comunidades camponesas e o mercado de cada municipalidade, citando como exemplo a omissão do município de Boqueirão, São Domingos do Cariri e Boa Vista que em caso de frustração da safra farão com que os agricultores e agricultoras amarguem perdas completas, colocando em risco a economia municipal e podendo enfrentar situações como dantes em que a sociedade era levada a ter que se submeter à condição de pedinte como forma de sobrevivência e em alguns casos recorrer aos saques de lojas dentre outras. “Eu acredito que todas as cidades, todos os municípios da região semiárida deveriam aderir ao Programa, mas eu acho que um pouco de cada um desses modelos que você citou algumas não aderem, até porque a prefeitura ao aderir ao Programa ela vai ter que colocar no fundo do Garantia Safra uma parcela de cada agricultor aderido que corresponde a 3% do valor total do benefício como contrapartida. Então o agricultor paga 1% do valor que no caso da safra 2008/2009 seria de R$ 550,00 reais, então desse benefício o agricultor pagava um boleto de R$ 5,50 reais, o município entraria com 3% que seria R$ 16,50 reais, o governo do estado complementa essa participação até atingir os 10%, ou seja, ele entra com 6% do valor que seria R$ 33 reais e o governo federal cobre o restante necessário através do MDA para pagar a esses agricultores que eventualmente venham a ter prejuízos por secas ou por excesso hídrico”, ilustra a autoridade dentre outras informações repassadas ao público daquelas microrregiões semiáridas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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