Cooperativismo se fortalece em Caturité e cria cooperativa mirim em escola rural do município

Avançar no processo de cooperação através dos princípios do cooperativismo em escolas do ensino fundamental do município de Caturité motivou a criação da primeira cooperativa mirim na Escola Municipal Rural de Ensino Fundamental, Maria Veríssimo de Sousa, naquela cidade.

A ação faz parte do Programa Cooperjovem que foi adotado pelo Sescoop, Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em parceria com a Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri e Secretaria de Educação de Caturité e que em 2010 desenvolveu a primeira etapa do projeto naquela escola abordando temas relacionados a cooperação e cooperativismo para alunos do 6º e 7º anos e agora funda a primeira cooperativa dos alunos e alunas naquela casa educativa.

A reunião de fundação aconteceu na última quarta-feira(21/09) e contou com a presença de componentes da secretaria municipal de educação, Sescoop, Coapecal e educadores daquela escola que compartilharam todos os princípios que regem o cooperativismo e em seguida fizeram a votação do quadro diretivo da nova instituição pedagógica.

A secretária de educação daquele município, Mainara Duarte Eulálio, disse ser importante já que fortalecerá a convivência da escola com a comunidade na lógica de cooperação valorizando o ser humano. “A gente é privilegiado por ter essa cooperativa(cooapecal) de renome estadual que está atingindo o regional também, no Nordeste a cooperativa está atingindo outros estados e é um privilégio Caturité ter essa cooperativa e esse apoio nessa parceria com a Escola Rural, é importantíssimo isso pra cidade, uma cidade pequena que já tem esse apoio enorme de cooperação no sentido de inserir desde cedo o cooperativismo na criança”, explica a secretária.

Rúlio Arêdo Assunção é professor naquela casa de ensino e, ao participar do Programa Domingo Rural, disse ser muito importante as discussões sobre os princípios e valores utilizados na dinâmica de uma cooperativa e passa a fazer parte da vida de toda a escola. “Isso vai contagiando as outras escolas que vêem as nossas experiências e as evoluções dos alunos e a própria comunidade tem visto assim uma esperança nesse projeto de uma forma concreta, então a idéia é as outras escolas também aderirem”.

Robênia Nunes da Cruz é professora e coordenadora do trabalho naquela casa de ensino e falou de como surgiu a idéia do processo de construção do projeto naquela escola e no município, explicando que primeiro foi feito um diagnóstico com a comunidade escolar sobre as questões socioambientais com ênfase no lixo e resíduos sólidos. “Como foi combinado e discutido hoje, a cooperativa terá reuniões semanais e vai se reunir quando necessário e os alunos vão ter toda essa prática, vão estar integrados com o trabalho comunitário, vão estar envolvidos na seleção do material, vão estar envolvidos na venda e vão está também orientando a comunidade de como tratar com a questão dos resíduos sólidos”.

Pedro José Albuquerque Almeida é componente do Sescoop, Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e, ao dialogar com Stúdio Rural, disse trata-se da construção de uma cooperativa empírica legalizada do ponto de vista da lei do cooperativismo enquanto exemplo de uma cooperativa para que o alunado pratique a cooperação dentro de dois projetos do Programa Cooperjovem que é o projeto socioambiental e o de prática de cultivos orgânicos já trabalhados naquela unidade escolar. “O programa Cooperjovem ele vem para as escolas pra trabalhar com alunos crianças e adolescentes para exatamente trazer essa cultura da cooperação para que eles pratiquem e venham vivenciando essa cultura da cooperação entre eles. Eles estão estudando entre eles com os professores capacitados pelo Sescoop sobre o programa na teoria e na prática, eles vão levando isso através desses dois projetos que é o ambiental e a questão da horta aqui da escola”.

Laudemiro Lopes de Figueiredo Filho, Miro, é secretário da Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri, participou do evento enquanto parceiro do projeto e informou que a construção já tem dois anos de trabalhos construídos, que a fundação da modalidade cooperada representa mais uma etapa da semente brotada, que muito tem a ser feito para que o município se fortaleça nas práticas de cooperativismo e explicou as fases já trabalhadas ao longo do processo. “A primeira fase do Projeto Cooperjovem é a sensibilização dos alunos através dos valores do cooperativismo, então se trabalha os valores, os princípios do cooperativismo teoricamente dentro dos conteúdos sistemáticos deles, da matemática, do português, da história, da geografia, da ciência e, na segunda parte do cooperativismo onde se percebe que os alunos estão mais amadurecidos, em que aqueles valores estão pondo em prática e contribuíram para a formação deles quando isso está bem visível aí vem a segunda parte do projeto que é vivenciar a experiência do cooperativismo na prática”, explica Miro dizendo que pouco a pouco a comunidade vem num processo crescente na cooperação o que tem feito com que o trabalho envolva diversas escolas de Caturité e Boqueirão. “A intenção é toda a comunidade sentir fortemente essa presença dessa nova concepção de vida que não é do dia pra noite, não é em um mês ou dois meses, mas educação é um processo contínuo, um processo que começa hoje e vai se buscar os frutos bem mais adiante, então nós temos esperança no sim porque plantamos a semente que nasceu, vamos agora regar e vamos acompanhar esse processo mais do que nunca já que a cooperativa tem a responsabilidade de apoiar esse projeto Cooperjovem nas escolas que é transformador, os meninos eles passam a ser mais solidários, se preocupar mais com o outro, ajudar a preservar a escola e aqueles estudantes serão amanhã nossos substitutos na cooperativa”, explica.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top