Coordenação e produtores fazem balanço anual de feira direta ao consumidor de Campina Grande

Com 16 anos de funcionamento em três pontos de Campina Grande a FEAGRO, Feira do produtor, que se destaca por vender linha ampla de produtos agrícolas direto ao consumidor fecha o ano com saldo positivo de negócio mesmo neste ano de severa seca.

Segundo o assessor técnico da Emater Regional e componente da coordenação da feira, Antônio Venâncio de Moura, a seca proporcionou queda na produção, mas, graças aos negócios realizados em anos anteriores, já são diversos agricultores e agricultoras que têm poços artesianos e amazonas que possibilitam produção de frutas e verduras que são colocados a venda nas quartas-feiras, no Campus da UFCG; nas sextas-feiras, no Parque do Povo e aos sábados no Mercado Público das Malvinas. “A avaliação da FEAGRO é boa, mas com a conseqüência da falta de chuva para a irrigação, ainda temos muitos produtores que tem poços e faz suas irrigações em suas hortaliças, mas aquele produto de sequeiro ele está saindo um produto com qualidade baixa, isso é uma característica da feira porque o produtor vendo produto bom e produto fraco, o fraco é por falta de chuva, e nós avaliamos nossa feira como um ano bom. Mais um ano bom porque nossos produtores podem com essa Feagro tiveram melhorias conforme nós falamos já em outras entrevistas com melhoria de vida socioeconômica tanto no bem estar social como no bem estar econômico”, explica Venâncio dizendo que tudo só foi possível graças ao uso de tecnologias apropriadas a realidade do agricultor em cada microrregião e garante que sobreviver a seca mais severa dos últimos 30 anos é um sinal claro de que seguirá em frente nos anos normais de invernos. “Ela realmente é uma feira que tem sustentabilidade, é uma feira que os produtores hoje acreditam muito nela, foi criada com muita dificuldade, criada com muito amor, hoje estamos aí com esse trabalho orgânico, ecologicamente correta e fazendo com que todos se encaixem dentro dessa nova tecnologia”, comenta Venâncio ao se reportar a feira que conta com agricultores e agricultoras que produzem no sistema agroecológico e outras que trabalham o sistema convencional associado àqueles que estão no processo de transição de qualidade na produção.

Antônio Ferreira é agricultor residente na comunidade Pau Ferro de Lagoa Seca e desde o início do empreendimento abastece os espaços com sua ampla linha de produtos agroecológicos e garante que a feira é importante espaço para ele e a família que conseguem fechar o ano de forma positiva em termo de oferta e procura de hortaliça para a clientela de Campina Grande. “Foi muito bom, graças á Deus foi um ano de muita luta, muito difícil, mas a gente que trabalha deus ajuda e a produção não faltou não”, explica aquele agricultor justificando que tudo foi possível porque ao longo desses 16 anos ele perfurou poços e fez investimentos na unidade produtiva que tornaram produzir com eficiência mesmo nesse ano de seca prolongada. “Eu tenho dois poços artesianos que é quem está segurando a barra, porque pela água de barragem se fosse por essa eu já tinha parado”, explica dizendo com os resultados das vendas, sem a presença do atravessador, foi possível fazer o investimento na perfuração dos dois poços que, mesmo nesse período, ofertam 5 mil litros de água por hora.

Joacir José Pereira, Jó, é agricultor na comunidade Curimatãs de Pocinhos e, ao dialogar com os ouvintes do Domingo Rural e Universo Rural, explicou que durante todo esse ano e durante os anos passados, conseguiu trazer semanalmente produtos da caprinocultura, avicultura e bovinocultura para ofertar em venda aos clientes de Campina Grande. “Eu trago leite de vaca, leite de cabra por encomenda por ser produto mais reservado, trago carne de bode, caprino e ovino e a buchada já temperada que é o produto carro-chefe da minha feira”, relata Jó ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top