Curso apresenta tecnologias em palmas e suporte forrageiro para pecuária de Barra de Santana

Agricultores e agricultoras pecuaristas do município de Barra de Santana e Queimadas estiveram participando de importante curso evidenciando as novas variedades de palmas resistentes a Cochonilha do Carmim associados a novas práticas em plantio de culturas alimentares para o rebanho bovino a exemplo de plantio de sorgo e a confecção de silos para a preservação da ração a ser utilizada em épocas mais secas do ano.

Promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana em parceria com a Coapecal e a Emepa o curso aconteceu na última terça-feira ( 26/04), tendo no auditório daquele sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais e foi evidenciado no Programa Universo Rural da última quinta-feira(25/04) e no Programa Domingo Rural deste domingo(01/05) repassando informações de importância para a sustentabilidade regional.

O agricultor pecuarista, Antônio Rodrigues de Souza, Antônio de Cazuza, proprietário e residente no Sítio Pedro Paz, divisa de Queimadas com Barra de Santana, participou do curso e ao falar com Stúdio Rural disse que teve importância porque trouxe fatos e tecnologias novas para os empreendedores rurais e garante que a partir deste ano fará mudança nas variedades de palma a ser plantada na unidade produtiva dele e ao mesmo tempo passará a plantar sorgo e trabalhará com silos e o processo de fenação como forma de se antecipar a chegada da cochonilha e ao mesmo tempo melhorar a capacidade produtiva no rebanho. “A primeira providência, e acho que não tem outra saída, é o sorgo porque não chegou ainda a praga na palma, mas a qualquer momento pode chegar, então temos que ter uma estratégia logo pra se preparar e a única solução eu acredito que seja sorgo pra poder sair desta situação”.

Petrônio Cordeiro do Rego é produtor pecuarista na comunidade Barriguda de Barra de Santana, tem cerca de 200 hectares de palma gigante forrageira que alimenta centenas de vacas e disse que o fato da Cochonilha já está em pleno ataque no município de Caturité está preocupando toda a família e os pecuaristas de todo o município de Barra de Santana já que a palma representa quase que exclusivamente a alimentação do rebanho o que faz com que todos corram contra o tempo no sentido de encontrar alternativas que viabilizem e fortaleçam a pecuária leiteira do município e região. “A verdade é essa, se acontecer o negócio dessa cochonilha chegar eu quero saber como é que vai viver”, comenta Petrônio ao dialogar com o público daquela região ouvinte da Rádio Farol FM 90.5 MHZ em conexão, acrescentando que já está plantando as novas variedades de palmas resistentes e preparando plantio de roçados de sorgo destinados ao preparo de silos trincheiras em terraços.

Edson Batista Lopes é pesquisador da Emepa responsável pela seleção e pesquisa com novas variedades de palma, ministrou parte do curso falando sobre a palma gigante e sua importância para o desenvolvimento da região além de apresentar as novas variedades trabalhadas pela Emepa associada a todas as práticas tecnológicas de como trabalhar as culturas forrageiras. “Basicamente a gente repassou toda a tecnologia que nós temos hoje que a Emepa desenvolveu durante os quatro anos em cima da Palmepa-PB1, então a Palmepa-PB1 é uma variedade de palma resistente a Cochonilha do Carmim e nossa expectativa é que daqui a aproximadamente entre 5 e 8 anos a gente vai encher esse Cariri de Palma. Então nas áreas afetadas pela cochonilha hoje em torno de 100 mil hectares de palmas que a cochonilha matou, a tendência natural é essas áreas serem povoadas com a Palmepa-PB1”, explica Batista justificando que a variedade será amplamente aceita por ser uma palma já adaptada as condições do semiárido paraibano com testes feitos em municípios diversos do Cariri e por ser uma cultura de 11% de proteínas que supera a palma gigante que limita-se em apenas 8% de proteína.

Antônio de Souza Duarte é agrônomo e diretor comercial da Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri, ministrou a etapa do curso falando sobre sorgo, silos e as experiências da pecuária do município de Caturité que hoje conta com cerca dos 100% dos produtores já usando sorgo e o processo de silagem como suporte de fortalecimento da pecuária do município. “Na minha parte eu falei sobre a prática da silagem que lá em Caturité você sabe que já é muito avançado, como a gente falou aqui, todo produtor lá faz silagem, já tem esse costume e a gente falou aqui sobre isso pra ver se esse exemplo é seguido na região que vá ajudar na dificuldade que é enfrentar a cochonilha, então acho que com a silagem você pode amenizar essa situação, então a gente falou sobre essa experiência que está lá a disposição dos produtores daqui para fazerem visitas e conhecerem de perto e é isso que a gente queria passar e em nossa fala ficou patente isso aí”.

Entrevistado por Domingo Rural, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, Paulo Medeiros Barreto, disse que aquele sindicato cumpre seu papel em mais uma atividade que visa o desenvolvimento daquele município, informando que as próximas etapas serão preparo de solos para o plantio de áreas de produtores, visita de intercâmbios com trocas de experiências, construção de silos dentre outras atividades sustentáveis para aquele território. “Vamos continuar nessa luta chamando, conclamando os produtores para participar das discussões ativamente, a gente não achar que uma variedade de palma resistente vai resolver o problema dos agricultores, porque de repente amanhã pode vir uma praga também destruindo essas palmas resistentes e a gente vai ficar sem ter que começar tudo novamente”, explica Paulo Medeiros dizendo acreditar que bons frutos sairão em termos de plantios de palmas e sorgo naquela região. “Nas discussões vai sair daqui 10 unidades, as pessoas já sinalizaram e nos procuraram depois do curso mostrando que vai se adequar as novas práticas para que a gente possa multiplicar também em dias de campo futuramente e multiplicar para outros produtores”, anuncia.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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