Dia Mundial da Água será marcado por mobilização das entidades da ASA no Sertão paraibano

O Dia Mundial da Água é celebrado anualmente no dia 22 de março, data que objetiva criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para a conservação dos recursos hídricos e para afirmar o conceito o Coletivo da ASA Paraíba no Sertão da Paraíba vai realizar uma ampla mobilização na cidade de Sousa.

Segundo a componente das organizações do Sertão da Paraíba, Maria do Socorro Gouveia(foto), o movimento acontecerá na cidade de Sousa em razão de falta de apoio dos governos nos projetos de desenvolvimento nas várzeas de Sousa. “Dia 22 consagrado ao Dia Mundial da Água, então osso fórum no Auto Sertão, decidiu fazer essa atividade porque são 14 associações nesses 178 lotes que foram distribuídos lá e tem 14 associações e a gente vai além dessas associações envolver entidades do município de Sousa e Cajazeiras pra gente discutir juntos. Estamos chamando o governo do estado pra tomarem providências e não deixar um bem público que é recurso federal investido e recurso estadual na situação que está a ponto de daqui á pouco tudo que tem de produção lá pelos agricultores familiares se acabar”, comenta Gouveia ao dialogar com Stúdio Rural.

Aquela liderança explicou que o projeto várzea de Sousa tem sido problema desde a instalação do canal, citando o exemplo do Assentamento Acauã onde as águas percorrem o canal por cerca de 11 quilômetros sem que as 114 famílias recebam benefícios que possam proporciona produção e geração de trabalho e renda no meio rural. “Elas deveriam ter direito ao acesso a água que passava ali nas nossas terras, então desde então foi uma briga muito grande, até hoje não temos acesso a água e vendo a água descendo pra chegar nas várzeas de Sousa onde é outra problemática, o governo assentou 178 famílias com cadastro irregular onde tem comerciante, farmacêutico, pessoas que não têm nada a ver com a agricultura, enquanto que outras famílias deixaram de estar lá. Outras famílias de lá foram expulsas de lá e estão morando hoje nas periferias de Sousa e de Aparecida porque moravam com os proprietários e tiveram que sair, os proprietários ganharam seu dinheiro e as famílias saíram sem nada”, argumenta acrescentando a área vem enfrentando problemas com o processo de produção de uma grande empresa que vem produzindo agricultura com uso de alto teor de pulverização de venenos em culturas de milho e algodão.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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