Domingo Rural evidencia 10 anos do Insa e instalação de escritório da FAO em Campina Grande

As festividades pelos 10 anos do Insa, Instituto Nacional do Semiárido; a assinatura de acordo com a FAO e o lançamento do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido brasileiro (SIGSAB) foi tema evidenciado no Programa Domingo Rural deste domingo, 04 de maio a partir de entrevistas das comemorações dos 10 anos da instituição, em Campina Grande.

O evento comemorativo aconteceu na tarde da última segunda-feira(28/04), na sede daquele instituto e contou com a participação de diversas autoridades da pesquisa, ensino, extensão e da agricultura familiar via ASA Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro dentre outras.

Romulo José de Gouveia é vice-governador do estado, participou do evento e, ao dialogar com Stúdio Rural, falou sobre o que significa os dez anos de Insa. “Significa muito, porque na verdade depois de todo um processo e da conquista da instalação acho que a gente começa ver frutos e a própria instalação do escritório da FAO que teve uma articulação do Insa, os recursos que a própria FAO já sinaliza num momento extramente difícil de seca, desertificação da situação da caatinga, então acho que é um momento também de reflexão e avaliação muito positiva, eu que acompanhei a luta desde a implantação do Insa e hoje essa chegada da FAO, que acompanhei também, o governo do estado é parceiro nessas ações”.

Assis Quintans é deputado estadual na Paraíba, representou a Assembleia Legislativa no encontro, diz que fez parte de todo o processo de criação da instituição e, ao Stúdio Rural, falou sobre a trajetória de dez anos da instituição e espera que seja dado contribuições para o desenvolvimento da região. “Gostei das apresentações, tenho assim uma perspectiva de futuro, agora nós precisamos ter mais objetividade do desenvolvimento das pesquisas que venha atender o clamor da população, existe ainda um público que insiste em morar na zona rural e que nós precisamos trazer os conhecimentos que transforme a vida deles, como assim? Que venha trazer, agregar melhorias na qualidade de vida deles para eles permanecerem na zona rural”, comenta referindo-se ao papel que todas as instituições parceiras têm no processo de desenvolvimento da realidade camponesa do semiárido.

Representando os movimentos sociais, a ASA Brasil, Articulação do Semiárido teve na composição da mesa de autoridades, um dos componentes da instituição, Antônio Gomes Barobosa. Entrevistado por nossa equipe, Gomes Barbosa falou sobre o que representa dez anos de Insa para a ASA e garante que o Insa é uma conquista do semiárido por ser instrumento criado para ser composto pelos segmentos diversos da sociedade componentes da região que terão papel de dar cara ao semiárido. “Se a gente olhar, a perspectiva de pensar o semiárido, isso é muito recente, você vai desde a criação do DNOCS, a criação da Sudene lá finalzinho da década de 1950, eu acho que depois da criação da Sudene, especial no que a Sudene representava no início a partir da lógica do Celso Furtado, ou seja, uma perspectiva de pensar o semiárido, acho que depois daquilo a gente tem a criação do Insa, que é um instituto relativamente pequeno, mas que tem trabalhado na perspectiva de construir um outro semiárido”.

Ex-delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA) na Paraíba e da Secretaria da Agropecuária e Pesca, atual pesquisador da Embrapa Algodão Marenilson Batista, falou sobre as ações desenvolvidas pelo Insa e sobre o papel de importantes agentes para que essa instituição esteja hoje prestando seus serviços para o processo de permanência e convivência com o semiárido. “São dez anos de construção, dez anos de um olhar especial de semiárido; quando o governo Lula pensou em criar um instituto que tivesse esse olhar especial, esse instituto veio ficar em Campina Grande e ele tem dado exatamente boas contribuições. Principalmente eu gostaria de parabenizar o Insa pelos seus dez anos que faz dez anos no dia internacional da caatinga, é importante, é simbólico, e também nesse momento onde ele lança o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro, ou seja, realmente são dez anos pra comemorar e dizer: muita coisa foi feita, mas tem muita coisa a ser feita, por isso que eu tenho certeza que o caminho é esse, o caminho dessa construção, da participação efetiva da agricultura familiar, dos movimentos sociais e é isso que o Insa está fazendo durante esses dez anos”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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