Encontro paraibano dos Colegiados Territoriais é destaque no Domingo Rural e Esperança no Campo

SR290516aA cidade de João Pessoa sediou no último dia 19 o Encontro Estadual dos Colegiados Territoriais, evento que contou com cerca de 160 componentes dos 15 territórios rurais e da cidadania do Estado da Paraíba e aconteceu no auditório do Hotel Netuanah, no Bairro Cabo Branco, na capital paraibana.

Durante o evento as representações das entidades territoriais fizeram um balanço do conjunto das ações e conquistas acontecidas ao longo de treze anos e falaram sobre as novas perspectivas com as novas mudanças nas estruturas do Governo Federal. Entrevistas diversas foram trabalhadas no Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural da Queimadas FM e Rádio Serrana de Araruna no sábado e domingo, dias 21 e 22 de maio.

Márcio Caniello de Matos é coordenador do Nextap, Núcleo Multiterritorial de Extensão do Agreste Paraibano, entrevistado por Stúdio Rural, fala sobre a importância do encontro e garante que há uma preocupação de como dar continuidade dos trabalhos de extensão territorial universitária feita pelas universidades brasileiras e Institutos Federais de Educação com o processo de mudança de governo acontecida recentemente no Brasil que ele classificou como um golpe que afetará a economia e o processo de organização social especialmente da agricultura familiar nos municípios brasileiros. “Nós nos reunimos aqui os 15 colegiados territoriais da Paraíba, com os núcleos dos NEDETs que são os núcleos de extensão das universidades públicas que estão dando a esses colegiados diante da situação que se configura hoje no Brasil que é o golpe, foi dado um golpe onde a presidenta legitimamente eleita sem ter cometido crime algum foi afastada do poder e é incrível porque o mundo já entendeu o que aconteceu aqui e colocou com todas as letras isso, o Noam Chomsky que é um intelectual muito importante americano deixou muito clara essa questão dizendo que o que aconteceu no Brasil que um grupo de ladrões depões uma presidente honesta, então acarreta uma quebra no jogo democrático no Brasil, das liberdades democráticas, da normalidade democrática de uma pauta regressiva de tudo que se avançou durante os governos do PT no Brasil. Uma das coisas que avançou muito foram as políticas públicas na agricultura familiar que é inegável, uma dessas políticas é exatamente a política territorial que é uma estratégia de incrementação de políticas públicas em que os cidadãos e cidadãs reunidos em fóruns deliberativos decidem sobre os planos de desenvolvimento de seus territórios, obtêm recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário para aplicar em vários projetos produtivos e a durante esses 13 anos do PT no governo foram 3 Bilhões de reais liberados para projetos produtivos na agricultura familiar, então diante dessa conjuntura a Delegacia federal do desenvolvimento Agrário na Paraíba, em parceria com as universidades UFCG, UFPB e também o IFPB, através de seus Núcleo de Extensão e Desenvolvimento Territorial e a Rede de Colegiados resolveu se reunir para avaliar a situação nesse momento e lançar estratégia para a continuidade dessa política”, inicia aquele educador extensionista garantindo que a luta continua com o entendimento de que a base de sustentação dessa política não é o governo e sim a sociedade civil organizada através de diversas instâncias e organizações.

 

Antônio Ferreira Filho é assessor da Emater Paraíba e parte integrante das discussões territoriais do Governo do Estado junto das dinâmicas territoriais e fez uma análise da importância do evento e das ações trabalhadas ao longo dos últimos treze anos na política pública brasileira. “No nosso Brasil a partir de 2003 foram colocadas políticas públicas de inclusão das populações mais vulneráveis, então você tem políticas tipo Bolsa Família, a própria política de desenvolvimento territorial que é uma política inclusiva, a política do PAA que é o Programa de Aquisição de Alimentos, o PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar que permitiu que a agricultura familiar acessasse os mercados institucionais, garantindo aos agricultores familiares a comercialização de seus produtos onde a partir dessas políticas do PAA e PNAE puderam planejar as suas produções sabendo que tinham esse mercado institucional que iria comprar duas produções”, exemplifica Ferreira na parte inicial de seu diálogo com nosso público ouvinte

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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