Em Campina Grande: Seminário regional discute dinâmica socioeconômica do Brasil e alternativas para o Nordeste

Teve início na noite desta quarta-feira(16/11), o Seminário regional “A dinâmica socioeconômica do Brasil e as alternativas para o Nordeste”, evento que continua durante essa quinta-feira e sexta-feira(17 e 18/11) tendo como local o auditório da Fiep, em Campina Grande, e conta com participação de segmentos diversos interessados no tema.

O evento é organizado pela Diocese de Campina Grande, UFCG, UEPB e pelo Centro de Ação Cultural (Centrac) e formulará propostas alternativas de desenvolvimento. “Significa um diálogo entre sociedade, os governos aqui presentes, seja governo federal, do estado e do município e os movimentos sociais no questionamento de qual o desenvolvimento nós temos, atualmente tem se falado muito que o Nordeste cresce a taxas chinesas, a taxa de crescimento do Nordeste é maior que a taxa de crescimento do Brasil só que quando a gente vai realmente avaliar o tipo e a qualidade desse crescimento econômico a gente percebe que se repete velhas formas do desenvolvimentismo, da concentração de renda ou da precarização do trabalho, da devastação do meio ambiente, então esse tipo de crescimento econômico atualmente é um crescimento econômico que não produz uma sociedade igualitária, fraterna, solidária numa perspectiva de ser mais integrada com o semiárido, com o ambiente em que vivemos. Então acho que esse seminário é um espaço de dialogar, de questionar e debater sobre esse tipo de desenvolvimento, esse modelo de desenvolvimento que está sendo proposto para o Nordeste”, explica o coordenador da Escola Fé e Política das pastorais sociais da Diocese de Campina Grande, Roberto Jeferson.

Veneziano Vital do Rego, prefeito de Campina Grande, dialogou com Stúdio Rural falando sobre a importância do evento para a região e a importância dos segmentos sociais de Campina Grande para toda a região, na medida em que tradicionalmente os setores diversos da cidade e região promovem eventos promotores de importantes mudanças para o desenvolvimento de toda a região. “Inicio cumprimentando a Igreja Católica, ao bispo diocesano pela iniciativa, promotor que tem sido, mais com a perspectiva de reunir, como nesta primeira noite assim demonstra com seu intuito já demonstrando também a própria aceitação e o entendimento que tem a sociedade civil organizada campinense e da região de poder celebrar nesses momentos uma ampla discussão em torno da proposta central que é falar sobre a dinâmica do desenvolvimento nacional, mas com o foco para a região Nordeste, isso são preocupações relativas àquilo que todos nós nordestinos, e, de forma particular, paraibanos, temos sentido, ou seja, o Brasil cresceu, o Brasil diminuiu o fosso que separou durante essas últimas décadas as regiões, mas não de forma suficiente para que nós pudéssemos aqui está celebrando com tanta satisfação e alegria a igualdade tão desejada por nós de oportunidades, sem sombras de dúvidas o Nordeste brasileiro mostra uma capacidade de crescimento nessa última década, mas mostra também um problema delicado que nós vimos a grosso modo na república nova, ou seja, concentração em alguns estados de investimentos mais maciços como no caso da região da Bahia, de Pernambuco, do Ceará em contrapartida regiões outras como a região da Paraíba que ficam marginalizadas de investimentos mais concentrados, mais importantes substanciais por parte do governo central”, explica o prefeito campinense acrescentando que ao final do evento idéias poderão sair no sentido de influenciar em transformações importantes nas práticas e ações políticas nos níveis de governos com a participação social organizada.

Para os organizadores o seminário discutirá, de forma geral, o atual modelo de desenvolvimento do Nordeste e como ele tem contribuído para a redução das desigualdades sociais e regionais, também analisará quais as perspectivas de progresso em 50 anos e os impactos da intervenção das políticas públicas no compartimento da Borborema além de analisar as ações desenvolvidas pelas organizações da microrregião e ainda propor ações para o desenvolvimento do Nordeste.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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