Empréstimos ilegais por supostos agentes de Bancos privados causam vultosos prejuízos a aposentados rurais de Queimadas

Empréstimos consignados feitos por supostos representantes de bancos privados a agricultores e agricultoras rurais estão causando vultosos prejuízos a famílias diversas da zona rural de Queimadas, prática que tem comprometido a segurança alimentar de pessoas da terceira idade, especialmente pessoas com deficiências que após assinarem documentos contratuais passam a receber o salário mínimo com descontos que comprometem a renda de forma preocupante.

A situação tem sido denunciada pelos associados e associadas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas nas assembléias mensais o que fez com que a direção sindical procurasse a promotoria pública, a delegacia de polícia civil, a agência do INSS daquele município no sentido de encontrar a alternativa para a apuração dos fatos, punindo os culpados e reavendo os recursos financeiros burlados das vítimas desses que se apresentam como representantes das instituições financeiras.

Entrevistada no Programa Domingo Rural deste domingo(28/04) a presidente do sindicato dos trabalhadores, Maria Anunciada Flor Barbosa Morais, explicou os acontecimentos e garante que a realidade já descamba para calamidade já que são muitas as pessoas que estão procurando a direção do sindicato para informar que os agentes as colocaram para assinar documentos com argumento de que tratava-se de outro tipo de compromisso e até mesmo pessoas que estão tendo descontos mensais em seus contra-cheques sem terem assinado nenhum documento contratual de empréstimos. “Nós temos já alguns casos que estamos tendo conhecimento de agricultores que, mal se aposentam e quando vão receber o seu pagamento no banco, quando chegam á se deparam com um empréstimo consignado que foi feito na sua conta sem que o mesmo autorizasse, sem que o mesmo assinasse assim como eles dizem: eu não assinei, mas lá tem um empréstimo que foi feito e ele(agricultor) não tem visto a cor desse dinheiro, então é uma situação que nos preocupa muito, estamos buscando o apoio do Ministério Público, da própria delegacia onde a gente está indo fazer o boletim de ocorrência e, depois disso aí, eu acredito que a própria justiça é quem vai ter o poder de descobrir através da solicitação da documentação ao banco, documentação essa que embasou o empréstimo que vai dizer de quem é aquela assinatura que está presente naquele contrato, porque pra fazer um empréstimo precisa ter um contrato e esse contrato estaria sendo assinado por quem? se o próprio agricultor diz que não assinou, alguns são enganados ao assinar o contrato pensando que estão assinando outro documento. Nós temos casos semelhantes a esse em que temos agricultores que assinaram realmente, mas não assinaram como se fosse um contrato, assinaram sem saber o que estavam assinando, já tem outros que declaram que não assinaram documento nenhum no banco e que se depararam com empréstimo consignado, isso é uma situação delicada que nos preocupa e que a gente diante mão já está avisando àqueles que já estão completando a idade pra se aposentar esse ano que que no ato do encaminhamento do benefício ele pode pedir para assinar o formulário de bloqueiamento do benefício em caso de empréstimo a ser feito por terceiros”, explica Anunciada ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural.

Maria Anunciada citou um caso de um agricultor vítima de uma agente de nome Viviane que aplicou um empréstimo no aposentado que, ao ser somadas as parcelas, somou-se mais de R$ 11 mil reais. “Geralmente esses empréstimos são feitos numa faixa de R$ 5, 6 mil reais e que o contrato que eles fazem lá e não sei quem assina, eles colocam um prazo de 60 meses que equivale á cinco anos e quando nós vamos contabilizar, os juros ficam lá em cima e eles(agricultores) terminam pagando quase outro tanto daquele empréstimo que ele não viu nem a cor do dinheiro e vai passar cinco anos descontando de seus proventos aquele valor mensalmente onde o mesmo não usufruiu daquele valor total que foi feito no seu benefício”, explica aquele diretora presidente daquele sindicato.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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