Entidades e agricultores da Borborema se reunem pra discutir safra 2013 de batatinha orgânica

Agricultores e entidades de agricultores e agricultoras da região da Borborema se reuniriam no último dia 09 de abril, no município de Lagoa Seca, para discutir o plantio da batatinha agroecológica na safra 2013 numa ação das entidades Emater, sindicatos dos trabalhadores rurais do Polo Sindical da Borborema, associações de agricultores, ONG AS-PTA dentre outras.

O evento foi evidenciado no Programa Domingo Rural do domingo dia 14 de abril e no Universo Rural do da quarta-feira, 10 de abril, ilustrando a importância do evento que fez um balanço das ações produtivas em 2012, mesmo diante do ano de seca em que os agricultores conseguiram ter uma produção no segundo semestre do ano, e ao mesmo tempo fazer um planejamento para o processo de plantio da Batatinha neste ano de 2013.

Nelson Ferreira dos Santos, em entrevista, falou sobre o trabalho que vem sendo feito para o processo de recuperação da cultura na região de forma agroecológica mostrando que as expectativas são boas para esse ano 2013 já que o ano passado mesmo com a seca foi possível lucrar para a alimentação das famílias, vendas nos espaços agroecológicos e programas governamentais além do armazenamento de cerca de 1200 caixas de batata semente que estão no frigorífico de Esperança esperando para serem utilizadas nesta safra agrícola. “Na verdade é uma comissão que vem trabalhando o resgate da batatinha agroecológica aqui na Borborema em que desde 2010 a gente trabalhando e produzindo batata de forma agroecológica e vêm enfrentando dois anos bastante difíceis da questão climática, mas mesmo assim estamos avaliando 2012 em que fazia um ano que nós estávamos discutindo o que fazer com a batata que tínhamos guardado no frigorífico já que março, abril, maio ainda não tinha chovido no ano passado e já avançava pra dia 15 de junho e as chuvas ainda não apareciam e foi plantado a semente e houve cerca de 50 dias de terra molhada e o resultado foi bom”, explica dizendo acreditar que esse ano será positivo para a agricultura diversificada com a batatinha.

José de Assis Souza é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança e diz que o período é propício para o planejamento e acredita que o ano será propício para o plantio da batatinha agroecológica. “Pareceu-me verdadeiro milagre porque 2012 foi um ano em que a maioria nada lucrou e nós realmente conseguimos não só a batatinha, mas também com o feijão, nós conseguimos a batata para a alimentação da família, se apurou dinheiro, garantiu-se a semente para 2013 e então podemos dizer que obteve-se um bom resultado e que essa batata veio para se adaptar mesmo a nossa região mesmo com esse clima de pouca umidade”, explica dizendo que o processo agroecológico demonstra potencial para se agricultura sustentável.

José Domingos de Barros, Louro, é agricultor no município de Massaranduba, participou do encontro e dos nossos programas radiofônicos falando sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas entidades de agricultores naquele município. “A expectativa da gente é de que é a certa que estamos querendo implantar porque a gente já plantou. No primeiro ano fizemos a primeira experiência e, graças á Deus, os agricultores estão todos satisfeitos e a gente queria ter batatinha semente para manter os agricultores que estão querendo e cobrando da gente que a gente bote ele na lista também da batatinha e a gente está vendo está vendo que a gente não tem uma batatinha para todos os agricultores”, explica Louro comentando que no passado a batatinha foi uma cultura que deu excelentes produções que foram caindo de produção e produtividade em razão dos pacotes tecnológicos que eram impostos pelas organizações de extensão, pesquisas e de financiamentos da época com orientações de uso de agroquímicos e venenos pesados que degradaram os solos ocupados com a cultura.

Alto Martins da Costa é coordenador da Emater Paraíba, regional Areia, disse que o desempenho da batatinha vem dando respostas positivas na dinâmica de produção em agroecologia e garante que a Emater recebe orientações para trabalhar políticas públicas para a agricultura familiar e que a produção orgânica é tida como um dos pontos mais importantes e diz que a batatinha já demonstra ser uma linha de produto que vem para ficar na diversidade da agricultura familiar da Borborema. “É sem dúvida, até porque a Emater que está inserida nesse processo nós somos obrigados por lei a trabalhar dentro de uma linha agroecológica, nós não podemos estar mais orientando veneno para o produtor rural e hoje podemos melhorar porque temos alguns canais que nos favorece a isso. No passado quando nessa região de batatinha se produzia cerca de 2 mil hectares de batatinha o único canal era a Ceasa ou então os atravessadores que levavam o lucro e muitas vezes o produtor perdia o seu produto, hoje nós temos as feiras agroecológicas em bom número, temos feira do produtor rural, temos o PAA, temos o PNAE que tudo isso são canais em que o produtor pode colocar os seus produtos”, explica dizendo acreditar que a matriz de produção atual é outra e sofre direcionamento positivo por parte das políticas de governos.

O encontro das entidades contou com a presença da equipe Stúdio Rural que esteve presente entrevistando agricultores e representações que falaram sobre a estratégia de produção em 2012 e falaram sobre as ações empreendidas para esse ano de 2013 tomando como referência o ano passado em que se armazenou 1250 caixas de 30 quilos que estão guardados no frigorífico em Esperança para a plantação neste ano agrícola.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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