Entidades e governos discutem políticas de segurança alimentar e nutricional em Queimadas

Representações da prefeitura municipal e entidades da agricultura familiar do município Queimadas realizaram no último dia 28 de fevereiro style=mso-spacerun: yes>  um seminário discutindo estratégias nas políticas de segurança alimentar e nutricional tomando como referência o PAA e o PNAE naquele município.

Com o tema ‘Políticas de segurança alimentar e nutricional na propriedade rural na perspectiva da Geração de Renda e Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Município de Queimadas e Região’ o evento aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e foi promovido pela Secretaria do Trabalho e Ação Social daquele município. “Gostaria já de parabenizar o pessoal de Queimadas através da prefeitura municipal, da secretaria de agricultura que estão preocupados exatamente em buscar alternativas pra comercialização e para a produção, garantindo a segurança alimentar e nutricional e esse momento eu acho extremamente rico porque passamos a dialogar um termo atual e necessário que é a compra da agricultura familiar para a alimentação escolar, ou seja as escolas estaduais e municipais têm a obrigação de comprar no mínimo 30% da agricultura familiar e, neste contexto, é que a gente está orientando desde a fase do diálogo para o reconhecimento da agricultura familiar com os seus produtos que tenha e em seguida organizar o cardápio e só em seguida ser lançado o edital”, explica o secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca do Governo do Estado Marenilson Batista da Silva participante do evento e do Programa Universo Rural e Domingo Rural, trazendo detalhes informativos básicos de como a agricultura familiar iniciar preenchendo requisitos neste programa governamental.

José Gerailton Pereira de Macedo é vice-prefeito daquele município e, ao dialogar nos nossos programas radiofônicos, falou sobre o quanto o Queimadas terá a aproveitar no processo produtivo e de comercialização dos produtos da agricultura familiar já que trata-se de um município com vasto espaço territorial com uma área rural bem habitada. “O caminho é esse de estar discutindo e ouvindo pra buscar alcançar soluções e, enquanto representante da prefeitura a gente está a disposição para ajudar naquilo que for possível, temos aí uma área rural que é a maior do estado, se não me engano, em que se produz bastante apesar desse período terrível de seca que estamos passando mesmo assim produzimos muito e é lógico que se a prefeitura, juntamente com essas outras instituições, viabilizarem meios de se aproveitar a produção para o consumo interno através das escolas e nossas creches será excelente”.

Gilmar Aragão é agricultor e cotado à assumir a adjunta da secretaria de agricultura, ele falou sobre a importância do evento e garante que a secretaria da agricultura terá importante papel junto as outras secretarias no processo de produção e organização para a venda que abasteça os programas dentro do município. “O evento tem a ver com agricultura, com o homem do campo, e tudo que venha beneficiar o produtor que já vem sofrendo com relação a essa seca é muito bem vindo e o município tem toda a intenção junto a secretaria de agricultura e das demais secretarias desenvolver um trabalho em segurança alimentar e introdução desses alimentos nas devidas secretarias”.

Dalmo Oliveira é componente do CONSEA-PB, participou do encontro de Universo Rural e Domingo Rural falando sobre o trabalho que aquele conselho de segurança alimentar vem fazendo em todos os municípios no sentido de fortalecer a agricultura familiar nos programas governamentais, mas também acompanhando questões relacionadas a garantia de preços mínimos e qualidade dos produtos a serem entregas nas instituições cadastradas para o recebimento. “Pra gente é sempre importante estar interiorizando a discussão de segurança alimentar aqui no Estado da Paraíba e é importante que as prefeituras puxem essa discussão, a gente fica entusiasmado em perceber que aqui em Queimadas o pessoal está dando início, não necessariamente da sociedade, mas do puder público estar puxando essa discussão tendo em vista a posição estratégica de Queimadas aqui na região pra essa questão da produção, inclusive alimentos pela agricultura familiar, então o Conselho tem essa visão de star estimulando os municípios á estarem nos ajudando a estruturar um sistema estadual de segurança alimentar preconizado por Brasília, mas também estimulado pelo Governo do Estado e a gente quer montar realmente uma rede em vários municípios, se possível em todos os municípios na perspectiva de estar garantindo uma estrutura mínima para o cidadão estar recorrendo a estrutura que garanta uma alimentação de qualidade cotidiana pra gente acabar, pelo menos, com essa coisa que ainda convive na nossa sociedade que é a fome em alguns segmentos, que é a precisão de algumas populações e grupos da sociedade que não têm ainda seu alimento garantido diariamente, muito menos a qualidade desse alimento”.

Angineide Pereira de Macedo é vice-presidente daquele sindicato e, em entrevista ao Domingo Rural e Universo Rural, disse que essa é uma iniciativa importante que vem fortalecer o trabalho de produção de qualidade e segurança alimentar que o sindicato vem fazendo em todas as comunidades daquele município a partir do assessoramento feito pelas comissões de criação animal, comissão de recursos hídricos, bancos de sementes e fundos rotativos dentre outras que já são suportes iniciais para iniciar esse trabalho nos programas governamentais. style=mso-spacerun: yes>  “Pra gente é um trabalho continuado porque falando de PNAE a gente vem trabalhando desde o ano de 2010, 2011 que a gente vem se preparando, só que é assim: vem se preparando, conversando com os agricultores, com as associações, mas fazer fornecer para o PNAE a gente não conseguiu ainda, então a gente está continuando essa conversa e a gente espera que nesse ano de 2013, com as graças de Deus que mande chuva para que a gente bote em prática mesmo a realidade de trabalhar o PANE”, explica dizendo que a agricultura agroecológica da região do Pólo da Borborema tem conseguido produzir e vender o excedente em feiras agroecológicas da Ecoborborema. “A discussão a gente vê que está indo bem, agora falta a gente formar a comissão pra discutir direitinho e fazer planejamento pra ver que tipo de fortalecimento essa gestão vai trazer para a zona rural mesmo, para os agricultores, a gente espera que melhore a situação, que dê condições mesmo aos agricultores. style=mso-spacerun: yes>  A gente sabe que a gente está num período difícil, mas a gente sabe também que se o puder público dá condições de o agricultor produzir ele participa mesmo”.

Sidney de Oliveira Silva é gerente de Segurança Alimentar da Secretaria de Trabalho e Ação e garante que um dos pontos é o tema estar na pauta do governo em parceria com as entidades e que é objetivo da gestão do prefeito Jacó Maciel criar uma agenda permanente no município que envolva todos os seguimentos da sociedade que venha participar para a construção dessa agenda e garante que as diversas secretarias estão se articulando para dialogar essas políticas públicas que criam benefícios para o setor urbano e rural. “É importante a questão da integração e a intersetorialização dos serviços, claro que você não consegue criar uma rede de ou cadeia de produção, de comercialização, de implantação de um programa sozinho”, explica dizendo que a comissão terá papel para o processo de organização da rede de produção, de consumo e comercialização aos programas governamentais.

Terezinha de Jesus de Souza Dantas é secretária do Trabalho e Ação Social de Queimadas e, ao dialogar com Stúdio Rural via emissoras parceiras, disse que o trabalho está iniciado e que a partir de então o trabalho será desenvolvido a partir da comissão que colocará em prática o PAA e o PNAE já que esse é um dos objetivos do prefeito Jacó Maciel. “Eu acredito que hoje é o ponta-pé inicial, então vamos enfrentar as discussões juntos com o agricultor, junto com as entidades que os representa e vamos caminhar cesse sentido, a acredito que nesse primeiro semestre já será possível, essa é nossa propostas para que a gente não fique só no âmbito das discussões, que a gente coloque em prática realmente e como a comissão foi montada que anteriormente só a gerência de segurança alimentar estava á frente, mas agora tem uma comissão representativa da sociedade e das instituições e partir de agora acredito que a gente vai colocar em prática”, explica.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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