Experiências da ONG CEPFS de Teixeira são evidenciadas no Universo Rural da Bonsucesso

O conjunto das ações desenvolvidas junto as famílias agricultoras de diversos municípios da região do Sertão paraibano polarizados pela cidade de Teixeira e trabalhadas pela ONG CEPFS, Centro de Educação Popular e Formação Social foi evidenciado no Programa Universo Rural desta quinta-feira(21/02) a partir de entrevista com o coordenador daquela entidade José Dias(foto) que, ao dialogar com nossos ouvintes, falou de forma ampla sobre as mudanças visíveis durante toda a seca que vem desde 2012.

Ao dialogar com os ouvintes 1180 kHz, aquele assessor explicou que hoje já são muitas famílias que têm suas unidades rurais estruturadas e esperam a chegada das chuvas para armazenar água, ração e voltar a comprar seus animais já que as famílias assessoradas pelas entidades abriram discussão á tempo com as famílias no sentido de que vendessem parte de seus animais em razão da seca que se prenunciava no início de 2012. “A realidade do Sertão é uma realidade sempre de esperança dos agricultores que é algo que a gente avalia como de grande importância, há quem diga que a esperança é a última que morre, com certeza no sertanejo é a que nunca morre, então a esperança deles esse ano é que chovas pelo menos pra fazer água porque na realidade o grande desafio imposto pela seca está na questão da água para o abastecimento humano, mas principalmente para a produção de forragem para os animais tanto pra dessedentar, ou seja dar de beber aos animais como também para a produção de forragem, então muitos criadores venderam seus animais e pra não ver morrer onde alguns fizeram uma poupança pra ter a oportunidade de quando chover retomar a criação, é como se guardasse uma semente, como se guarda a semente nas garrafas eles guardaram a semente-dinheiro dos animais pra quando voltar o período chuvoso comprar animais”, explica aquela liderança ao dialogar com os ouvintes da 1180 kHz falando sobre a importância do conhecimento exercido na prática em tecnologias sociais.

Dias comentou que uma seca como a vivida na atualidade está ficando mais fácil de se ver a importância e eficácia das ações estruturadoras desenvolvidas pelas entidades parceiras e diz que esses resultados negativos na vida daquelas famílias que não se capacitaram ficará mais fácil de serem referenciadas como é importante passarem a fazer parte das ações coletivas nas implementações das políticas dos governos a partir do gerenciamento de recursos feitos pelas entidades da sociedade, mas aproveitou para lamentar o fato de que os projetos atuais são de tempo muito limitado o que faz com que as entidades não consigam contratar uma equipe permanente para a execução dos trabalhos. “A situação hoje do terceiro setor é uma situação muito mais complexa do que talvez há 20 anos atrás, havia no passado um investimento muito forte de agências de cooperação estrangeira e essas agências davam mais segurança para as organizações de elas terem, por exemplo, projetos de três anos e isso dava uma segurança maior para a organizaram até ter mais interação com o pública que estava trabalhando e isso tem possibilidade inclusive de inovação social, de inovar nas tecnologias, de ouvir os agricultores”, explica.

Para Dias os movimentos sociais precisam rediscutir essa nova realidade entre as entidades e, em seguida, com os setores governamentais. “Eu acredito que é preciso que se pense programas estruturadores que tenham mais tempo nos termos das parcerias, em termos dos convênios e das parcerias com uma duração maior que permite tantos ás organizações parcerias que estão executando terem mais tempo para executar os projetos com maior qualidade, pra dar mais efetividade, possibilidade de dar maior sustentabilidade naquilo que está se fazendo e também com relação as próprias equipes que estão executando, então a equipe que está executando e recebendo recursos de um projeto esse recurso está circulando, está alimentando o próprio desenvolvimento da região. Então é preciso que se amplie esse tempo de execução dos programas pra não ser uma coisa com tempo curto, corrido. Isso deixa benefícios, mas poderia deixar um benefício muito mais seguro, com muito mais eficácia se tivesse uma duração maior e isso geraria mais condição, mais segurança para as organizações do ponto de vista, inclusive de inovação social”, explica Dias ao dialogar com nosso público nas diversas microrregiões.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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