Extensionista da Emater fala sobre o trabalho da extensão para construção da Agroecologia em Remígio

O município de Remígio é um dos municípios paraibanos que tem desenvolvido importante trabalho no processo de inclusão social no meio produtivo rural numa ação que busca fazer com que os agricultores e agricultoras passem a gerar alimentos de forma sustentável em dinâmicas que levem em consideração o respeito na forma de produção agroecológica integrada as práticas com uso dos restos culturais, uso racional dos recursos hídricos e eficiente uso do solo.

A Emater, em parceria com as entidades locais de agricultores, que tem proporcionado às famílias agricultoras mais capacidade produtiva trabalhando o processo de experimentação e difusão de conhecimentos de agricultores para agricultores e agricultoras nas unidades rurais de produção e segundo o assessor técnico do escritório local da Emater, Helder Granjeiro de Lira(foto), o trabalho vem surtindo amplo resultado já que se faz numa parceria da extensão local com os agricultores e as entidades da agricultura familiar daquele município. style=mso-spacerun: yes>  “Aqui em Remígio estivemos numa luta muito grande, mas conseguimos algumas coisas, uma foi a inscrição dos agricultores no Garantia Safra com a ajuda da prefeitura municipal, outra foi a gente ter conseguido em algumas unidades de produção familiar preparar e produzir biofertilizantes, a pesar de vermos que ia ser pouco utilizado, mas mesmo assim aqueles agricultores que ainda mantinham pequenas porções de águas em barreiros ou em olhos d’água nos pediram para que treinássemos eles para a convivência com a agroecologia, na verdade o biofertilizante o um produto natural feito com esterco de gado e mais algumas plantas e leite, soro de leite e etc. e que isso ajuda ao agricultor não entrar no veneno”, explica aquele agricultor dizendo que todo o trabalho se dar em parceira com as entidades locais de agricultores e agricultoras.

Ao dialogar com nossa equipe, aquele extensionista informou que o trabalho vem em ampla intensificação fazendo com que as famílias se aprimorem na forma de produção com menos dependência do mercado na hora de buscar as alternativas de produção. “Esse é um dos anos mais secos dos últimos 30 anos, mas é um aprendizado, quanto mais difícil, mas você tem possibilidade de, atento as evidências do tempo e àquilo que a natureza está nos ensinando, a gente ter oportunidade de aprender. Então uma das coisas mais impressionantes que a gente deve tirar dessa realidade atual é o exemplo da forragem de como armazenar forragem para os animais e como armazenar água, então uma das coisas que o agricultor poderia começar a fazer é exatamente se preparar na época que está chovendo para a época seca”, sugere Helder baseado nos resultados numéricos alcançados pelas famílias agricultoras neste ano de prova sugerindo ainda que as famílias plantes neste períodos culturas de resistências em suas propriedades rurais como palma forrageira, cardeiro, feijão-bravo, facheiro dentre outras culturas regionais que se darão muito bem se plantadas neste período que antecede o período invernoso 2013.

Na ampla entrevista, aquele profissional do governo paraibano falou sobre práticas agrícolas diversas com princípios de respeito ao meio ambiente, a vida de quem produz e de quem consome e explicou que as práticas de estocagem de água e alimento estão virando uma verdadeira cultura que reflete o papel que as entidades vêm exercendo junto as famílias agricultoras nas diversas comunidades e comentou que se as famílias capacitadas enfrentaram esse ano de radical seca, em anos menos secos e em períodos normais de invernos essas famílias entrarão para o processo de produção totalmente sustentável e com menos vulnerabilidade. “Uma coisa também que a gente pode, vamos dizer assim, colocar como uma condição muito boa também é a condição da solidariedade, as vezes os agricultores tentam fazer as coisas muito sozinhos e fica muito difícil, e da forma como o processo de preparação da ensilagem está sendo conduzida aqui no município de Remígio é de exatamente priorizar essa parte da solidariedade, então quando tem um silo pra ser enchido então os vizinhos se juntam e conseguem fazer esse processo de armazenagem de uma forma muito mais rápida e é por isso que essa forma de ensilagem aqui no município está crescendo mais”, explica em ar comemorativo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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