Família e amigos de Izabella e Michelle relembram um ano do assassinato e pedem justiça e paz em Queimadas

Familiares e amigos das jovens Isabella Monteiro e Michelle Domingos, promoveram uma ação em memória das jovens que foram assassinadas há um ano no triste caso conhecido como a Barbárie de Queimadas.

O evento aconteceu, na última terça-feira(12/02) nos locais onde as jovens foram assassinadas com atividades que relembraram Izabella e Michelle numa caminhada com momentos de reflexão e louvor a partir de concentração na estrada que dar para a comunidade rural Baixa Verde onde Izabella Monteiro foi assassinada e em seguida foi feito uma caminhada até a Igreja Matriz, local onde Michelle Domingos também foi morta.

Stúdio Rural conversou com Maurício dos Santos Herculano , tio de Michelle Domingos, que falou sobre o significado da data que marcou um ano da acontecimento que marcou Queimadas e região. “Representa muita coisa, estamos fazendo uma caminhada pela paz, estamos lutando por uma esperança nova pra que venha tudo novo na nossa vida e que infelizmente a gente fazendo essa mobilização, mas vem a dor novamente. É uma dor que a gente relembra cada vez mais, a saudade aumenta mais e nós estamos lutando por um mundo melhor, por uma Queimadas melhor, por uma Queimadas de paz, de sossego pra todas as famílias e que ninguém venha à passar o que nossas famílias estão passando e que fique a nossa mensagem para todas as mães de famílias, pais de famílias e irmãos que tenham suas irmãs, que tenham seus filhos, suas filhas que se posicionem no lugar dos pais de Izabella e Michelle, no lugar dos irmãos, dos tios e que vejam que nós estamos apenas a procura de paz e que cada diz mais venham a nos ajudar nessa caminhada pela paz e não violência contra a mulher”, explica Maurício agradecendo o apoio recebido por parte da imprensa local e regional, da Secretaria da Ação Social da prefeitura dentre outras.

Maria José Domingos é mãe de Michelle Domingos e, ao conversar com Stúdio Rural explicou que a data e a mobilização representam não a morte, mas a vida das meninas que apesar de terem sido assassinadas ainda jovens, mas tiveram uma missão importante na vida cotidiana dando testemunho de integridade ao longo de suas vidas com alegria, dedicação as pessoas e ao trabalho. “Mexeu com a vida de toda a região, Queimadas parou, o ano passado já não houve carnaval por conta que foi uma coisa inesperada um acontecimento desses”, explica dizendo que todos eram jovens da cidade e que algo da natureza jamais se esperava vir a acontecer a tragédia que envolveu e dividiu elevado número de famílias naquela cidade.

Celebrar um ano de saudade das jovens e reivindicar um basta á violência contra a mulher foi o objetivo da passeata denominada de caminhada da Esperança. “Isso vem também da base dos jovens, da educação que também tem uma certa parcela, do afastamento das coisas de Deus já que os jovens que são envolvidos dentro das coisas de Deus ele tem a cabeça voltada pra outra coisa, para as coisas boas, então a gente fica se perguntando porque diante de tantas coisas boas que a vida oferece, eles procurar fazer uma coisas dessas”, lamenta lembrando o caso acontecida com a também Jovem Analice Macedo que também foi vítima de estupro seguido de morte meses subseqüentes. “Esse acontecimento de Analice também nós ficamos muito chocados porque foi em seguida. No mês de fevereiro também houve um dos casos de estupro do rapaz que estuprou Analice e em setembro foi justamente na semana que a CPMI veio investigar esse caso aqui de Isabelle e Michelle foi quando aconteceu a morte de Analice, então é um caso de quem não conhece ficar assustado, achar que Queimadas é violenta, mas eu não tenho Queimadas nessa imagem de ser violenta não, foi violento, foi um acontecimento terrível e numa proporção enorme, mas eu não acho que ela seja violenta”, explica dizendo que a sociedade precisa ir em busca do resgate de um povo que nos novos tempos vem enfrentando uma verdadeira crise de percepção e, portanto, contabilizando resultados negativos.

Trabalhar o processo de educação nas suas formas mais amplas são alguns dos objetivos da comunidade organizada, por outro lado acompanhar o processo de punição aos culpados pelo judiciário faz parte das metas a serem alcançadas pelas componentes da luta. “Eu mesmo diante de minha dor eu tenho, mas eu tenho ido batalhando e vou até o fim, não é porque eu estou ali com minha dor que vou ficar ali parada só sofrendo com a minha dor, fechada. Eu tenho que batalhar pra evitar que outras coisas em outras vezes venham acontecer com outras famílias, para que aconteça isso de a gente ver acontecer, porque uma coisa dessa proporção a gente não vai desejar que aconteça com ninguém, então nós como sociedade temos que todos batalhar pra evitar que isso aconteça”.

Aquela mãe, dialogando com os ouvintes de nossas emissoras parceiras, disse que o judiciário está fazendo o necessário e que as famílias estão esperando a conclusão no julgamento de Eduardo que ainda está faltando e esperam que ele seja condenado com pena máxima como forma de exemplificar que o crime não compensa. “Eu deixo um recado em primeiro lugar para a sociedade pra gente não ter separação de classe social, de religião e ter muito cuidado com as amizades que as vezes as amizades leva a gente pra um caminho que a gente não queria e as vezes a gente está pensando que é uma boa amizade, mas as vezes não é, então ter muito cuidado nisso e enfim os pais também se preocupem bastante com as companhias dos filhos que as vezes ele diz que é gente boa, mas a gente tem que conhecer, vir na casa da gente para a gente conhecer, conhecer a família. Não vamos dizer que isso resolve, mas diminui”, compartilha ao dialogar com os ouvintes 590 kHz e 1180 kHz.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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