Famílias de assentamento em Pocinhos desenvolvem ação com melhor aproveitamento de recursos hídricos

Uso racional da água de barreiros, de barragem subterrânea, aproveitamento de água de tanque e a construção complementar de um tanque de pedra e na pedra que está é que estão fazendo agricultores e agricultoras familiares do Assentamento Icó, município de Pocinhos no Cariri paraibano.

O assentamento é composto de 18 famílias que habitam numa área de 248 hectares pelo Crédito Fundiário que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Secretaria de Reordenamento Agrário que oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento.

style=COLOR: black>Um dos destaques é a construção de um tanque de pedra desenvolvido pela comunidade, em um lajedo, empreendimento com capacidade para cerca de 120 mil litros de água através do Projeto Água no Semiárido que tem patrocínio da Petrobrás via Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania e tem gestão feita pelas entidades do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú com assessoramento da ONG PATAC.

Visitado por nossa equipe, o agricultor Pedro Gonçalves, um dos beneficiários do projeto, disse que as ações do projeto terão ampla serventia para as famílias daquele coletivo por ser uma obra comunitária que será somada as diversas obras já desenvolvidas naquela comunidade. “Eu tenho uma vontade muito grande de evoluir, de aumentar o volume de água dentro da comunidade porque a gente vive numa região que não é muito favorável aos invernos e se a gente não tiver reservatório suficiente pra guardar as águas, ou seja, pra acumular as águas, quando é depois a gente está passando muita necessidade, a gente tem pedra aqui dentro da propriedade, a gente tem local de fazer muitos reservatórios de água, a gente tem muito local bom”, explica o agricultor.

Gonçalves disse que o mais importante numa propriedade é a água e aproveitou para falar sobre diversas outras ações desenvolvidas junto as famílias e no local nos apresentou uma barragem subterrânea que ele disse que dar sinal de ser equipamento bastante funcional. “A barragem subterrânea é um trabalho novo também, mas está prometendo bem e com certeza a gente vai ter muito êxito com a barragem subterrânea, é uma coisa que está visto que é bem sucedida, é uma coisa que com certeza vai ajudar muito os agricultores, o pequeno agricultor”, explica o agricultor ao receber nossa equipe, fazer exposição de ampla linha de produtos agrícolas com temas que foram trabalhados no Programa Universo Rural e Domingo Rural das emissoras parceiras.

José Afonso Bezerra Matos é técnico do Patac e trabalha juto as famílias agricultoras naquele assentamento e diversas outras comunidades componentes do Coletivo Regional e falou de diversos trabalhos que estão sendo desenvolvidos além de fazer uma síntese de como foi feito para desenvolver o projeto com ações integradas naquele assentamento. “A gente primeiro fez uma visita pra ver se o local realmente é propício pra fazer esse tipo de tanque, precisa ter pedra(lajedo) e essas pedras têm que ter essas falhas rochosas entre uma pedra e outra e o pessoal faz uma escavação e limpa e depois a gente fecha com uma parede, então não é todo local que se dar pra fazer já que não é só preciso ter a pedra pra fazer o tanque, precisa também ter essa deformidade na pedra para que você possa fazer a área de armazenar água, tem água de captação que é a própria pedra, mas em si também tem que ter a área pra se fazer o armazenamento da água”, explica Afonso ao caminhar in loco com a equipe Stúdio Rural, acrescentando que geralmente os lajedos apresentam áreas propícias ofertada pela natureza e que sempre é necessário criar condições estruturais para a armazenagem da água.

Afonso explicou que diversos tanques e outros empreendimentos hídricos foram concluídos e outros em fase de construção estão sendo trabalhados em diversas comunidades de municípios diversos daquelas três microrregiões com apoio da Petrobrás e contrapartida das famílias agricultoras de cada coletivo camponês. “A Petrobrás financiou basicamente o material e um pequeno apoio para ajudar na mão de obra e a maior parte da mão de obra é das famílias”, explica Afonso dizendo que todo o trabalho se dá principalmente em razão do conjunto das mobilizações, capacitações, encontros e intercâmbios de conhecimentos que sensibilizam as famílias para o fato de que as tecnologias sociais apropriadas dão aas condições básicas de convivência com a região semiárida brasileira e garante que o trabalho gera forte vínculo de solidariedade entre os componentes sociais. “Isso é muito importante para a comunidade porque, por exemplo, no dia em que eles fazem um mutirão é um dia de festa, um dia de torça de experiências, um dia de conversas, dia de brincadeira e trabalho, praticamente é um dia de trabalho, mas também um dia de diversão para a comunidade porque todo mundo está ali junto onde um faz uma massa, outro assenta uma pedra, outro carrega uma água, a mulher faz a comida e assim o trabalho vai fluindo”.

Naquele assentamento já são cinco famílias beneficiadas com barragem subterrânea a exemplo do agricultor Pedro Gonçalves que fez demonstração do conjunto dos produtos trabalhados ao longo das laterais do terreno banhado pelas águas acumuladas.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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