Galinhas de capoeira tem mercado certo e poderá faltar em razão da seca

A galinha de capoeira é um dos produtos naturais de melhor aceitação no mercado urbano e rural, mas poderá faltar em breve em razão da estiagem que se apresenta em toda a região semiárida.

Neste domingo(20/05) o Programa Domingo Rural entrevistou a agricultora Severina Maria da Silva Borba, Severina Tavares(foto), residente na comunidade Sítio Catolé de Queimadas falando sobre o processo de criação desenvolvido por ela e sobre o mercado de consumo já que ela vende ampla linha de produtos na feira agroecológica do Pólo Sindical da Borborema que acontece todas as quartas-feiras, na estação velha, em Campina Grande.

Em entrevista ela explicou que cria galinha de capoeira e ao mesmo tempo compra nas comunidades locais como complemento para que os produtos sejam vendidos no mercado agroecológico campinense. “A galinha e o frango de capoeira hoje estão fortes no comércio e é um melhoramento de vida, eu ajudo o vizinho quando compro, eu comprando levo pra feira e já ajudo outra pessoa pra sobreviver e crio também e meu negócio é esse, comprar, levar pra feira, criar e produzir mais”, explica a agricultura argumentando que vende cerca de 80 galinhas de capoeira na feira agroecológica do Pólo além de inúmeras vendas que são feitas diretamente na propriedade rural por comerciantes de restaurantes da região que buscam por encomenda.

Borba explicou que um dos produtos mais procurados nos dias atuais é o capão pela qualidade da carne que é indicada para pessoas em tratamento médico dentre outras. “Tudo eu preparo aqui mesmo, quando pequena aprendi e fico feliz quando uma pessoa chega aqui e quer aprender porque fica de geração pra geração, isso é muito bom porque esse negócio está se acabando, veja que as mulheres mais velhas é que faziam os capões e hoje em dia se conta as pessoas que fazem”, explica a agricultora ao se reportar ao trabalho que ela desenvolve em fazer o capão enquanto processo de melhoramento da carne ofertada.

Severina disse que num passado próximo o uso da carne da galinha de capoeira sofreu certa desvalorização com a propaganda que se fez em torno do frango de granja e galinha caipira, mas com o surgimento de diversos tipos de doenças no meio social em conseqüência desses produtos é que a galinha de capoeira, frango de capoeira, guiné, patos, perus dentre outras aves de terreiro estão imediatamente se revalorizando e garante que com a ampla procura e as limitações da estiagem esses produtos terão falta nos próximos meses. style=mso-spacerun: yes>  “Galinha vai faltar e o preço vai estar lá em cima porque não tem como sobreviver, o Nordeste está geral, é faltando no mercado. Um saco de milho por R$ 45,00 não é brincadeira não”, explica a agricultora dizendo que, se continuar a falta de chuva, no final do ano esses produtos vão faltar e os preços estarão excessivamente elevados.

A agricultora explicou que as famílias contempladas com as ações estruturadoras do Pólo Sindical que ganharam cisternas de placas destinada ao consumo de água pelas famílias e cisternas calçadão para o estoque de água para a produção ao arredor de casa ainda estão e vão conseguir produzir ao longo do ano, mas aquelas famílias que não tenham essas tecnologias sociais já estão se desfazendo até das galinhas sementes em conseqüência da falta de alimento e especialmente de água para esses pequenos animas. “É isso mesmo, essa água de meu cisternão é utilizada na pecuária das galinhas, agora se tivesse inverno eu tinha verdura aí como foi no ano passado, mas este ano se planta a gente não dá pra sobreviver e vê morrer, então é o caso de destinar a água para a criação animal e não mais para fazer plantio”, explica a agricultora.

Visitada por nossa equipe na tarde da sexta-feira, ela já contabilizava cerca de 100 aves entre galinhas, frangos, perus dentre outras aves de capoeira e garantiu que na terça-feira, véspera da feira, a expectativa é de contabilizar cerca de 180 a 200 aves que são trazidas pelos moradores das comunidades vizinhas para que a agricultora as comercialize.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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