Gerente diz que Cooperar vive novo tempo na forma de gestão de projetos

O Projeto Cooperar está vivendo um novo tempo com uma nova dinâmica de fazer gestão dos recursos em projetos, diferente do que era no passado e da forma como foi apresentada pelas entidades do Pólo da Borborema em entrevistas concedidas no Programa Domingo Rural, do domingo 25 de setembro, e no Stúdio Rural distribuído para mais de 12 mil leitores e ouvintes do Domingo Rural online, matéria intitulada ‘Encontro intermunicipal de associações da agricultura do Pólo identifica politicagem no Cooperar’ (Clique e leia) e a matéria style=COLOR: black>’Trabalhadores rurais de Queimadas discutem projetos produtivos e questionam recursos e práticas no Cooperar'(Clique e leia).

Segundo o gerente do Cooperar na regional Areia, José Baracho Barbosa Araújo(foto), as práticas clientelistas são coisas de um passado recente e que foram, e ainda são, rechaçadas por entidades da sociedade organizada. “Inclusive eu mesmo antes de vir para o Cooperar, noutras ocasiões já fui barrado em reuniões do próprio Projeto Cooperar, mas hoje a realidade é bem diferente, nós estamos trabalhando muito pra levar uma nova dinâmica, uma nova metodologia do programa cooperar aonde o comando do projeto seja levado pelos agricultores familiares e pra isso nós estamos democratizando, aliás, sugerindo que os agricultores se empenhem na unificação dos conselhos municipais, o conselho do cooperar e do CMDRS, para que os camponeses realmente tenham maior representatividade de desenvolvimento rural, todos os presidentes de associações participem desses conselhos, formalizem as políticas públicas e encaminhem pra o Cooperar pra que a coisa realmente flua e desenvolva a agricultura familiar que é pra isso que o Cooperar foi criado, para desenvolver políticas públicas junto ás comunidades carentes no combate a pobreza rural”, explica aquela representação.

Baracho disse que atualmente o processo de gestão se dá com a participação de sociedade e governo, num processo de transparência e disse que tudo se faz onde a população acompanha a gestão e liberação dos recursos dos projetos via internet, com acesso a todas as informações. “Na realidade, no passado os projetos eram encalhados mesmo e a influência política era quem determinava, é o que a gente chama de coronelismo aonde as normas de gestão pública não eram cumpridas, então era por cara, era comunidade que era lidada á político a, b ou c, mas agora o processo mudou: como é que os camponeses elaboram um projeto e encaminham para o Projeto Cooperar? Começa o projeto na comunidade, a comunidade discute as potencialidades que se tem, convida o técnico do Projeto Cooperar pra uma reunião de priorização dos projetos naquela comunidade que geralmente a comunidade tem muitos pleitos, muitas necessidades e a gente sabe que não tem dinheiro pra tudo, então se tem três, quatro projetos ou propostas de projetos aí é que na comunidade o técnico do Projeto Cooperar vai lá junto com a comunidade, faz uma reunião de priorização, colhe a melhor proposta, o técnico faz o perfil de entrada da comunidade no Cooperar naquela mesma reunião, se der tempo e o pessoal estiver disposto, se não faz numa reunião seguinte e aí se procura um técnico ou da Emater ou da universidade”, explica dizendo que capacitações foram oferecidas para que técnicos façam os projetos para o Cooperar e que daí encaminhem para o conselho municipal unificado que, em seguida, encaminha para o Cooperar e garante que o projeto é cadastrado, fica num sistema e que em qualquer lugar e tempo as pessoas e entidades têm acesso as informações e andamentos das soluções do projeto. “É só acessar e ele vai ver em que estágio está caminhando o projetinho dele e se existir alguma pendência ainda no projeto, algum documento que esteja faltando vai está lá notificado”, informa dizendo que isso é um processo democrático de administração do governo do estado.

Ele disse que o governo tem uma estimativa, no que chamou de Cooperar II, de uma meta de atender 800 projetos que totalizam R$ 48 milhões de reais e que já foram contratados cerca de R$ 8,59 milhões com projetos de cerca de R$ 85 mil reais por comunidade.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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