Inclusão produtiva na agricultura e ações de combate a violência contra a mulher são temas em STR de Queimadas

Com a meta de fazer um balanço das ações da agricultura familiar do município de Queimadas através das associações das famílias agricultoras assessoradas pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município, planejar ações produtivas com a perspectiva da chegada do segundo trimestre do ano e discutir o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas organizações da agricultura familiar de combate a violência contra a mulher é que aconteceu a assembléia ordinária daquela instituição no último dia 22 de março na sede.

Um balanço sobre as ações desenvolvidas durante o mês de fevereiro e março e repasse de informações sobre o seminário que discutiu políticas de segurança alimentar e nutricional acontecido no dia 28 de fevereiro e o seminário discutindo direitos humanos e violência contra a mulher que aconteceu no dia 12 de março, eventos promovidos pela Secretaria de Trabalho e Ação em parceria com entidades locais e que foram sediados naquele sindicato foram parte dos temas também evidenciados.

Do evento participaram componentes do Centro Estadual de Referência da Mulher Fátima Lopes que falaram sobre o que é e o que faz aquele centro em favor da mulher vítima de violência no seio da família dentre outras. “O nosso objetivo foi falar um pouco sobre o papel do Centro da Mulher como um espaço do estado para atender as mulheres da região da Borborema, então Queimadas fazendo parte desse entorno passamos aqui as orientações em relação ao que é o Centro de Referência, como funciona, qual o nosso papel para que essas mulheres procurem as orientações devidas e busquem os seus direitos em relação ao que está e vem acontecendo no município voltado para o enfrentamento à violência contra a mulher, então nós estamos dispostas a ajudar e junto com essa sociedade civil organizada a gente espera contribuir e fortalecer o nosso trabalho”, explica a coordenadora do Centro Estadual de Referência, Isânia Petrúcia Monteiro Frazão, Tucha, durante ampla entrevista no Programa Domingo Rural do último domingo(24/03).

“Viemos com o objetivo de falar sobre o trabalho do Centro que é um trabalho que precisa ser divulgado por trabalhar com mulheres vítimas de violência, então como é uma parceria então buscamos parcerias com as diversas instituições, seja ONGs, sejam sindicatos, sejam públicos como PSFs, CREAs para que as mulheres possam ir buscar esses serviços e através disso elas possam ser encaminhadas e buscar um apoio psicológico, social e até a conquista da autonomia já que trabalhamos com oficinas também, se a mulher não estuda a gente procura saber se ela quer estudar, se ela não está inserida em programas como o Bolsa Família a gente procura inseri-la, enfim buscamos inserir programas com torne mais dignas as mulheres”, explica a educadora daquele centro, Ângela Silva Barbosa dizendo que, na reunião, falou sobre o modelo de relação em que a mulher está pouco inserida nos espaços públicos, ficando condicionada nos espaços provados e que as famílias precisam se dialogar mais na perspectiva de mais espaço de gênero.

“Acho importante porque, muitas vezes, a mulher da zona rural ainda sofre um pouco de discriminação na idéia de que as pessoas têm de que ela não tem noção do que se passa nas leis e a gente ver que a mulher independente de ser da zona rural ou zona urbana está buscando o direito dela e isso é muito importante porque a violência ela está em todos os cantos, na zona rural, na zona urbana, nas camadas mais baixas da sociedade, nas camadas mais altas, a violência está em todo canto. E todo movimento que busca mostrar à mulher essa consciência de que ela pode sair dessa situação de violência é fundamental”, comenta a psicóloga Joana Cristina de Souza Brito ao dialogar com os ouvintes de nossas emissoras parceiras.

Ao dialogar com Stúdio Rural a vice-presidente daquele sindicato, Angineide Pereira de Macedo explicou que, além da violência contra a mulher, o sindicato buscou mostrar a necessidade de ampliar a capacidade de produzir com os poucos recursos hídricos que são possíveis a partir das ações estruturadoras como barreiros trincheiras que estão sendo implementados nas propriedades rurais e que são instrumentos que com o acontecimento das possíveis chuvas deste segundo trimestre do ano possam melhorar a produção de alimentos de qualidade. “O Barreiro trincheira é uma atividade nova dentro do município, até então desconhecida por muitos, mas a gente viu que é um barreiro muito bom que dar pra juntar bastante água e a gente sabe que as cisternas já acumulam boa quantia de água, mas aí o barreiro é bem mais e a gente espera que essas famílias a partir de 2013/2014 tenham uma qualidade de vida melhor”, explica afirmando que as entidades estão atentas para trabalhar as políticas de convivência mesmo que esse ano seja de poucas chuvas.

Ana Paula Cândido disse ter sido um espaço importante por diversificar os níveis das discussões com ênfase nas necessidades do momento e, neste aspecto, direitos humanos e violência contra a mulher tiveram seu espaço associado ás políticas públicas a serem implementadas na agricultura familiar do município dentro das perspectivas do segundo trimestre do ano. “Foi uma assembleia bastante proveitosa em que a gente discutiu um pouco sobre a violência, eu acho que a violência tem sido no último ano, nos últimos meses algo que a gente vem discutindo bastante, até porque nosso município está com indício muito forte de violência contra a mulher e a gente de uma forma ou de outra quer dar visibilidade a essas violências e que as vítimas se sintam encorajadas de procurar ajuda, quando procurar ajuda a gente vai também em busca de apoiá-la já que quando Ana Alice sumiu foi criado um Comitê Ana Alice, então esse Comitê permanece e é com esse Comitê que a gente vai tentar ajudar as vítimas contra a violência”, explica.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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