Municípios do Pólo realizam encontro e capacitações para plantio da batatinha agroecológica 2012

Agricultores familiares produtores da batatinha agroecológica, técnicos da Emater, componentes da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca, representantes de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de associações de agricultores, da ONG AS-PTA estiveram realizando reuniões de discussão sobre as metas e critérios para o plantio da safra 2012 da batatinha em municípios do Brejo e Agreste paraibano.

Uma reunião mais geral aconteceu em Lagoa Seca e diversas reuniões locais aconteceram nos municípios que fazem parte da rede de municípios que trabalham a política agroecológica da retomada da cultura da batatinha e, segundo o assessor técnico da AS-PTA que assessora os produtores, Emanoel Dias, o plantio já aconteceu e a cultura já está em pleno desenvolvimento. “Em todos os sindicatos está acontecendo reuniões de planejamento da produção da batata, pra fazer as oficinas de biofertilizantes nos municípios de Areal, Montadas, Remígio, Esperança, em Lagoa de Roça e Lagoa Seca”, explica aquele profissional ao dialogar com Stúdio Rural.

Dias informou que no ano passado foi feito uma distribuição de batata semente numa parceria entre as entidades e o Governo do Estado com o compromisso de que as famílias beneficiadas devolvessem o material genético para a implantação e fortalecimento do banco de sementes da cultura, prática executada e que está dando condições da continuidade do trabalho nesta safra 2012. “Então, no primeiro ano, cada agricultor devolveu o que pegou e mais uma caixa e aí o frigorífico, a partir da organização nos municípios, tinha um total de 1262 caixas de 30 quilos, esse material foi suficiente pra atender os atuais agricultores”, explica, reforçando que o trabalho envolve 88 famílias de 42 comunidades dos municípios de Areal, Montadas, Remígio, Esperança, Lagoa de Roça e Lagoa Seca onde estão plantadas as 1262 caixas de batata semente.

Emanoel informou que o grande objetivo é trabalhar a produção de forma sustentável na produção agroecológica e um processo de recuperação da fertilidade do solo a partir da preservação e incorporação dos restos culturais orgânicos já que a batatinha tem toda uma exigência.

Ele informou que resultados negativos no passado mostram ser necessária a utilização de práticas culturais de preservação e lembrou que a meta é fazer com que a produção venha a somar na linha de produtos alimentícios que abasteçam as feiras agroecológicas existentes nos diversos municípios do território e os programas governamentais PAA e PNAE dentre outros.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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