Oficina, em Campina Grande, discute matriz energética sustentável para o combate à Desertificação

Entidades diversas de estados nordestinos participaram da ‘Oficina subsídios para a sustentabilidade da matriz energética visando o combate à desertificação’ em evento que aconteceu no dia 25 de janeiro, na sede do INSA, instituto Nacional do Semiárido, em Campina Grande, numa iniciativa do Departamento de Combate à Desertificação (DCD/MMA) em parceria com a Fundação Parque Tecnológico (PaqTcPB), através do CEPIS (Centro de Produção Industrial Sustentável), no âmbito do ‘Projeto Eficiência Energética para Empresas Cerâmicas no Bioma Caatinga’.

Segundo a assessoria do INSA, a Oficina de trabalho consiste na primeira ação do projeto e objetivou reunir os coordenadores de programas relacionados com eficiência energética na Caatinga, a fim de articular as diversas iniciativas, visando construir uma agenda comum que contribua para otimizar o uso sustentável dos recursos florestais da região.

Entrevistado pelo Stúdio Rural, o superintendente do Sebrae-PB, Júlio Rafael explicou que o Sebrae vem fazendo parte das discussões relativas a matriz energética por entender que desenvolvimento depende da energia e a produção de madeira representa um nicho de negócio gerador de trabalho e renda de forma renovável. style=mso-spacerun: yes>  “Eu diria que nesse ponto o Sebrae está um pouco a frente de outras instituições no Brasil, nós temos toda uma discussão sobre modelo de desenvolvimento e mais uma vez a camisa de força que está estabelecida é taxa de juros, câmbio, meta de inflação, superávit e ninguém discute qual é a política que nós devemos ter para sustentar esse desenvolvimento do ponto de vista da energia e sem energia não tem desenvolvimento”, explica Júlio dizendo que pensar desenvolvimento para o semiárido é pensar política de energia para a região dentro de suas características e limitações.

João Hélio Costa da Cunha Cavalcanti Junior é diretor técnico do Sebrae-RN, participou do evento e dos Programas Domingo Rural e Universo Rural falando sobre o papel que aquela instituição tem no processo de geração de energia que possa dar suporte a atividades como a fabricação do gesso e das cerâmicas em que o Rio Grande do Norte é grande detentor dessas atividades que dependem da lenha como indutor para o desenvolvimento dessas atividades que dão suporte às atividades da construção civil na cidade e no meio rural. “O entendimento do Sebrae-RN assim como o sistema Sebrae é que o semiárido não tem fronteira e nós estamos muito preocupados com a matriz energética que temos nessa nossa região, ou seja, a desertificação avança e a economia nossa entre Paraíba e, principalmente o Rio Grande do Norte em economia instalada em que q matriz energética é a lenha e temos que conviver com aquilo porque cada cerâmica daquela gera um número razoável de empregos”, explica.

Entrevistado por nossa equipe, o diretor do Departamento de Combate à Desertificação(DCD) do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Barreto Campello, disse que a vinda do MMA objetiva, em parceira com as entidades regionais, mostrar que existe alternativas de se promover o desenvolvimento utilizando uma fonte energética própria na região que é inclusiva, renovável e, com as iniciativas parceiras, sustentável. “Essa ação, além de promover o desenvolvimento da região, mostra que a gente pode ter uma construção civil no país feita com base ecológica, e com esse esforço a gente tenta reverter o principal vetor do processo de diversificação na nossa região que é o uso do recurso natural sem planejamento para atender a demanda energética, então essas empresas hoje utilizam a lenha, a biomassa florestal na sua matriz energética, porém, sem planejamento e isso, então, se torna em vez de motivo de promoção se torna motivo de degradação”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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