Ouvinte em Moçambique diz que tecnologias do semiárido contribuem com implementações na África

Ouvinte do Programa Domingo Rural e Programa Universo Rural e leitor do Stúdio Rural através do Informativo Stúdio Rural, Rui Chadzinga Fraquichone(esquerdo), residente em Moçambique, na África, diz que diversas tecnologias trabalhadas aqui em nossa região semiárida estão sendo implementadas em unidades rurais familiares através do trabalho de associações de moradores naquela localidade.

A exemplo de mais de 12 mil pessoas e organizações diversas, Rui recebe o Informativo Stúdio Rural semanalmente, lê o site Stúdio Rural e escuta os programas e informou que ações com tecnologias sóciais em recursos hídricos, armazenamentos de ração, manejo com solo dentre outras estão sendo implementadas por famílias naquela região e garante que o conjunto das ações acompanhadas e sistematizadas por Domingo Rural vêm contribuindo de forma decisiva com adoção de novas e importantes tecnologias(Clique e leia). “Tão interessante ouvir o que está a fazer o povo brasileiro quanto ao gado leiteiro. Aqui em moçambique estou a participar de programas similares onde se trata tudo quanto vocês aí, os povos irmãos, estão fazendo, sinto que deve existir possibilidades de que possíveis intercâmbios sejam por vossa parte ou nossa parte. Sou da idéia de que nas próximas vezes os organizadores destes eventos, com antecedência, nos comuniquem para ver a possibilidade de participar ou nos convidar para poder participar fazendo disto lemas dos povos de gado leiteiro, assim para melhorar a natureza dos nossos saberes”, comenta Chadzinga que participou de intercâmbio na Paraíba(ano 2009), dentre outros estados, numa parceria com a AS-PTA e entidades da ASA Paraíba. “Por meio destes boletins tenho tido grande proveito das vossas lições, se por acaso houver possibilidades nas próximas ocasiões que se faca tais seminários não nos esqueça. Louvo-lhe bastante por usar este boletim informativo para fazer chegar o conhecimento que tem para chegar aos outros povos como nos é em particular o senhor Chadzinga Fraquichone”, comenta Rui.

Ele comenta o trabalho feito pela Coapecal no município e região de Caturité, Cariri Oriental, com o cultivo de culturas para a alimentação do rebanho através do armazenamento de ração, melhoramento do rebanho através da melhora genética animal e o processo de organização dos produtores com a agregação de valor nos produtos lácteos e a conquista de mercado por parte da empresa cooperada que já coloca os produtos em cinco estados da federação e garante que a melhora do rebanho já é trabalho iniciado pelas famílias na região africana. “Aqui em Moçambique temos o Jersey o animal leiteiro que nos dá entre 20 a 30 litros de leite por dia”.

Ele se reporta também ao trabalho que vem sendo feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana e parceiras no município de Barra de Santana e diz que são ações que tem causando inspirações para famílias e organizações em Moçambique. “Um abraço forte para os amigos Edlúcio Gomes de Oliveira e Marcelino Trovão de Melo, dentre outros pelo maior empenho no ensinamento que estão a fazer ao povo do mundo inteiro por aceitar divulgar os conhecimentos que tem aos demais”.

Chadzinga diz que a região em que mora tem condições de solos e clima bastantes semelhantes a região semiárida nordestina e diz que mais intercâmbios terão que acontecer entre as entidades africanas e brasileiras do semiárido brasileiro. “O cultivo da palma sinto como um meio muito útil e fácil para plantar e carece poucos cuidados e muito tolerante as secas. Conservação de forragens e nutrição, temas tão interessantes, se tiverem brochuras(informativos) peço que me envie se puder fazer este favor”, reivindica aquela liderança que acompanha os acontecimentos com tecnologias sociais trabalhadas pelas entidades da Articulação do Semiárido Brasileiro dentre outras ações via Programas de Stúdio Rural e parceiras.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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