Prefeita pede socorro e assegura que ações governamentais estão insuficientes diante da seca que assola

Mesmo reconhecendo a importância do esforço feito pelas famílias em desembolsar dinheiro para a compra de direitos preventivos via Programa Garantia Safra na contrapartida com a prefeitura e o governo estadual e federal o quadro de miséria que está se formando no município está ficando insustentável.

A afirmativa é da prefeita do município de Barra de São Miguel, Cariri Oriental paraibano, Luzinete Teixeira Lopes, Luci Lopes que, ao dialogar com a equipe Stúdio Rural, fala sobre como seria a realidade atual sem programas como o Garantia Safra e as ações que têm proporcionado às famílias a inclusão na construção das cisternas de placas, mas ao mesmo tempo diz que o município se depara com a realidade da falta d’água, mesmo para aquelas pessoas que têm as cisternas como instrumento para armazenamento do conteúdo hídrico, e disse que diante do quadro apresentado já teme o êxodo rural por parte das famílias que ainda persistem em continuar no processo produtivo. “Êxodo total, quem é que vai morrer se eles já perderam a esperança de ficar na sua terra, no seu berço? E aí, como é que fica a situação? E nós que temos o compromisso direto já que nós é que conhecemos o povo? Quer que a gente diz? Qual a esperança que eu posso dar? Só posso é chorar com eles, é sofrer com eles e isso não pode continuar”, explica aquela executiva municipal dizendo que está freqüentando os espaços políticos na Paraíba e em Brasília na busca de soluções territoriais.

Luci diz que o município não tem recebido ações governamentais para aliviar a realidade da seca e que continua na luta e na espera e diz que é preciso mais empenho de todas as entidades que fazem parte do Território Rural do Cariri Oriental na busca de soluções de emergência.

Perguntada por nossa equipe sobre quais as políticas do governo diante de seca e suas conseqüências, a prefeita responde: “nada, não está sendo, estamos esperando e é cruel dizer isso, estamos esperando a participação do estado no município de Barra de São Miguel á nível da seca, não posso reclamar que graças ao governo tem chegado em outras situações, mas nesse momento crucial que meu município está em estado de emergência não temos recebido nem do governo federal, nem do governo estadual apoio nenhum, por sinal eu fico a pensar que se nós decretamos estado de emergência é porque nós estamos em emergência, precisamos de um esforço maior e não chegou no município de Barra de São Miguel nem ajuda federal porque eu estou saindo daqui e vou lá para um encontro com o comandante do 31º Batalhão com um ofício pedir respostas pra essa situação dos carros pipas porque é importantíssimo esse programa de nossas cisternas, mas cisterna sem água que não chega e o prefeito é que está lá na ponta onde o agricultor chega e é que está a cisterna vazia”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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