Produção agroecológica do Coletivo fecha ano com oferta e procura de alimentos para a família e mercados locais

Na nossa avaliação desse ano a gente conseguiu aumentar em mais de 20% das famílias e a gente atingiu os dez municípios da região que está conseguindo colocar produtos na Bodega Agroecológica(Clique e leia) e as nossas expectativas é que para o ano aumente mais ainda o número de famílias já que em 2010 a gente só tinha cerca de seis ou sete municípios e nesse ano de 2011 são dez municípios colocando produtos na Bodega Agroecológica.

A afirmativa é da jovem agricultora e uma das coordenadoras da Bodega Agroecológica, Rogéria Campos de Morais, central de comercialização que tem sede no centro da cidade de Soledade e que é importante falando sobre o espaço para exposição, venda e divulgação dos produtos e ações da agricultura agroecológica daquelas microrregiões.

No Programa Domingo Rural de hoje(04/12), Rogéria explicou como é feito para que os agricultores e agricultoras de todos os municípios envolvidos fazem para conseguir entregar toda a linha de produtos de qualidade numa lógica em que se mantenham com preços compatíveis. “Os agricultores aproveitam os carros dos nossos projetos, por exemplo: O Patac e o Centrac que nos dá assessoria estão sempre nesses municípios e aí os agricultores já aproveitam que os transportes estão passando e vão mandando os produtos. Um exemplo é Santo André que manda mais na terça-feira que já vem pra feira e aproveita esses carros que estão passando pra chegar seus produtos até a Bodega Agroecológica e assim eles vão aproveitando os transportes”, explica aquela jovem ao dialogar com Stúdio Rural, garantindo que o público que passa do Sertão no sentido Campina Grande e litoral ou no sentido contrário, passam bem de frente ao mercado da agricultura familiar em Soledade e que muitos telefonam de forma antecipada reservando produtos naturais para pegar durante a passagem pela cidade. “Tem vários clientes de João Pessoa que sempre ligam para a Bodega e dizem: olha, a gente vai para o Sertão amanhã, já deixa os ovos aí, já deixem o doce do umbu, a poupa porque a gente vai está passando, então a gente assim consegue reservar os produtos para garantir a freguesia”, explica, garantindo que há uma ampla linha de produtos ofertados com a qualidade agroecológica que conseguem ser vendidos por preços até abaixo dos tradicionalmente oferecidos no mercado local.

Outra entrevistada no Domingo Rural de hoje foi a jovem agricultura e assessora do Coletivo, Raquel Nunes de Oliveira(foto esquerda), residente na comunidade Sussuarana de Juazeirinho. Ela disse que os dados mostram perspectivas de fechar esse ano com resultados de oferta e procura de forma positiva graças ao processo de organização das famílias através da ONG PATAC e das ações implementadas através das ações do Projeto Água no Semiárido via patrocínio da Petrobrás através do Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania que, somadas as estratégias sociais na base, proporcionaram um período de prosperidade em produção, agregação de valor ao produzido e venda dos produtos agroecológicos de todo o Coletivo Regional que envolve Cariri, Seridó e Curimataú. “Na Bodega estão produtos agroecológicos numa diversidade de produtos de origem vegetal, animal, também alguns artesanatos produzidos pelas famílias agricultoras da região do Coletivo, esses produtos que primeiramente estão garantindo a segurança alimentar das famílias e o excedente está sendo comercializado na Bodega e outros espaços”, explica Raquel garantindo que o Natal e o Ano Nova as famílias terão acesso a uma ampla linha de produtos alimentícios. “Estamos nos mobilizando para isso e com esse trabalho a agente quer garantir a segurança alimentar das famílias que estão envolvidas e também as famílias que não estão envolvidas a partir dessas formas de acesso aos mercados, indiretamente nós estamos atingindo outras famílias além do Coletivo e que a gente está nessa luta pelos produtos agroecológicos e contra o uso dos venenos nas produções agrícolas que a cada dia vem aumentando, mas que a gente está nessa campanha contra o uso do veneno que causa sérios malefícios à saúde da população”.

“O recado que eu deixo é que a população, a sociedade conscientize-se que é preciso a gente buscar os produtos agroecológicos e a gente entrar nessa luta na campanha contra o uso do veneno, a gente precisa buscar as estratégias que estão sendo realizadas, principalmente os espaços que estão comercializando os produtos da agricultura familiar agroecológicos”, finaliza.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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