Projeto Água no Semiárido inicia construção de unidade de beneficiamento de frutas em comunidades de Cubati

Mais uma unidade de beneficiamento de frutas para o fortalecimento da agricultura agroecológica familiar da Região do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú paraibano está em fase de construção numa comunidade rural de Cubati, fortalecendo o processo produtivo que fará com a mulher camponesa beneficie frutos que antes se perdiam a exemplo do umbu e caju e que agora se destinam a alimentação da família e o excedente passa a chegar ao mercado gerando trabalho e renda no meio rural.

A unidade produtiva está sendo construída na comunidade Coalhada de Cubatí com patrocínio da Petrobrás através do Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania via Projeto Água no semiárido com gestão de recursos pela ONG PATAC, Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada as Comunidades e entidades do Coletivo Regional.

Izabel Cristina da Silva Medeiros faz parte do grupo de mulheres agricultoras que trabalham o beneficiamento de frutas, participou do Programa Domingo Rural deste domingo(21/08) e diz que com a chegada do novo empreendimento a produção e produtividade de frutas se ampliará. “Quem dera que mais antes a gente tivesse se acordado para essas iniciativas que são muito boas e só tem a engrandecer as pessoas, tanto enquanto ser humano quanto como comunidade, enquanto pessoas participativas” comenta a agricultora ao iniciar seu diálogo com os ouvintes das emissoras parceiras e fazendo um verdadeiro balanço das ações que vêm sendo desenvolvidas ao longo do processo de organização da comunidade e garante que as ações tomam vida a partir da cisterna de placas enquanto espaço motivador da luta organizada.

Solange José de Medeiros é agricultora e uma das coordenadoras do grupo de mulheres que trabalham o beneficiamento de frutas, participou do Domingo Rural falando sobre o trabalho de aproveitamento de umbu que já vem sendo feito e sobre as projeções com a chegada da unidade de beneficiamento patrocinada pela Petrobrás. “Cada vez mais melhora nossa comunidade, cada vez mais a gente sempre tem prazer de morar, fortalece muito e melhora a vida de todos nós”, explica a agricultora ao iniciar seu diálogo nas emissoras parceiras e continuou dizendo que a cultura do umbu é uma cultura ampla e expansiva em toda a região que passou a ser melhor aproveitado com o beneficiamento desde 2009 e que com a chegada da unidade de processamento e beneficiamento de frutas terá bem melhor aproveitamento e lamentou a falta de equipamento para refrigerar o produto para que seja vendido nas épocas da entressafra.

Ela disse que os produtos são utilizados na alimentação da família e são vendidos para consumidores a través de Bodega Agroecológica com sede em Soledade e também são vendidos para o PAA, Programa de Aquisição de Alimentos da Conab e PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar e garante que é um recurso extra que está chegando para somar no orçamento da família. “Está ficando cada vez melhor, porque a gente não vai só está dependendo do marido, ó está dependendo do pai e de mãe, vai ter a gente que vai trabalhar e vai receber o nosso dinheiro tão suado, mas que a gente sente uma satisfação muito grande por ser nosso, por ser do nosso trabalho e a gente está vendo o recurso voltar pra gente”, comemora a agricultora, explicando que são produtos que se somam a tudo que já se faz no processo produtivo da comunidade e garante que a dinâmica de relacionamento de acentuada melhora. “Com certeza, e se torna mais prazeroso até por isso já que a gente conversa por ser tudo um grupo de mulheres, a gente vai conversando, vai aproveitando as dicas, cada uma tem uma dica diferente pra ensinar e nesse desenrolar a gente fica cada vez mais fortes porque vai mexendo com nosso ensinamento”.

Maria das Dores Medeiros, Dorinha, é presidente da Associação dos Agricultores e Agricultoras das Comunidades Coalhada e Capoeiras e, ao ser entrevistada por Domingo Rural, falou sobre a forma de organização das famílias, os processos de capacitações, intercâmbios, fabricação de produtos e o trabalho de acesso ao mercado que as famílias estão conquistado a dia da dia. “Tudo isso só aconteceu por causa dos intercâmbios, da nossa participação no Coletivo que foi quem possibilitou que a gente conhecesse os grupos que já existiam até em nossa região, nós fizemos intercâmbios para Afogados, intercâmbios para a Bahia em Uauá, fizemos oficina com dona Socorro lá em Soledade e em Canoa de Dentro que já trabalhava com beneficiamento e a partir daí surgiu o interesse de formar o nosso grupo”.

Dorinha explicou que em 2010 e este ano foi possível fazer limitada quantidade no beneficiamento do umbu que abasteceu os freezers logo no início do beneficiamento, lamentando a falta de equipamentos para armazenar e conservar produtos na época da safra e fazer a venda na época da entressafra e garante que o desafio agora é investir na aquisição de equipamentos para somar com a unidade beneficiamento. “Apesar da pouca produção que nós fizemos neste ano passado, 2009 e 2010 sentiu-se a necessidade que só duas freezers é pouco porque a safra é intensificada geralmente por dois, três meses e se a gente não tiver em que armazenar essa produção aí fica o restante do ano, quando passa o ciclo climático das frutas, sem ter como trabalhar”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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