Publicação vai auxiliar gestores a controlar o extrativismo de mangaba em Sergipe

A Embrapa, a partir de duas de suas unidades de pesquisa – Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF); o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/SE); o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do Ministério do Meio Ambiente; a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema/SE); a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh/SE) e o Movimento das Catadoras de Mangaba de Sergipe se uniram para elaborar a publicação “Mapa do extrativismo da mangaba em Sergipe: ameaças e demandas”.

Segundo a assessora de comunicação da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Fernanda Diniz, um dos objetivos é auxiliar gestores municipais, estaduais e federais, que tenham sob sua jurisdição populações que se dedicam a essa prática, na definição de questões agrárias, ambientais, sociais e de gênero.

Ao contatar com Stúdio Rural aquela assessora informou que o extrativismo da mangaba é a principal fonte de renda de milhares de famílias que vivem nos tabuleiros costeiros e restingas de Sergipe. Hoje, essa atividade está ameaçada pelos cultivos de coco, cana-de-açúcar e eucalipto, além de construções de infraestruturas turísticas, loteamentos e viveiros de camarão. “Diante dessa situação, o Ministério Público Federal em Sergipe, instituiu no início de 2008 um grupo de trabalho interinstitucional para definir soluções para o extrativismo de mangaba”, relata Diniz, acrescentando que o pesquisador Daniel Luís Mascia Vieira é o representante da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia nesse grupo e que a publicação é o primeiro passo para colaborar no monitoramento e fiscalização do extrativismo de mangaba em Sergipe.

Ela lembrou que a publicação “Mapa do extrativismo da mangaba em Sergipe: ameaças e demandas” foi o primeiro resultado desse grupo de trabalho, que o pesquisador atuou como um dos responsáveis pela coordenação, análise dos dados e levantamento de campo e que o documento apresenta um diagnóstico sobre a situação do extrativismo realizado por comunidades locais sergipanas e as áreas de coleta de mangaba são identificadas por fotos aéreas e imagens de satélite.

Diniz informou que o objetivo é oferecer aos gestores, em forma de tabela e mapa, informações sobre as áreas de coleta de mangaba e comunidades envolvidas e que com essas informações, eles podem selecionar locais prioritários para o desenvolvimento de projetos de melhoria de qualidade de vida, intensificar a fiscalização ambiental, implantar unidades de conservação e uso sustentável e prestar assistência técnica agrícola, entre outras iniciativas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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