Queimadas desenvolve primeira biofábrica de fertilizantes na agricultura familiar

O município de Queimadas deu início ao primeiro processo de fabricação de biofertilizantes natural da agricultura familiar com trabalho que teve início na comunidade Maracajá, na unidade produtiva da agricultora e estudante Jarcira de Oliveira Silva.

No última dia 05 de julho a agricultora se reuniu com agricultoras da comunidade e componentes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas para fazer a primeira oficina de coagem do produto e fazer a armazenagem.

Entrevistada no Programa Domingo Rural do domingo(07/07) a agricultora e agente de saúde, Antônia de Farias Silva, falou da importância do trabalho desenvolvido já que as famílias passam a ter onde comprar o produto e daí passarão a desenvolver uma agricultura cada vez mais limpa e sustentável ofertando mais saúde para as famílias produtores e ao mio ambiente em que vivem. “Chega em boa hora porque a gente aqui na comunidade já temos bastante cisternas calçadão e pretendemos conseguir mais, então chega em boa hora porque as pessoas que já têm essas cisternas tendem a fazer hortas caseiras, plantar culturas medicinais, então esse adubo é bom demais”, explica a agricultora afirmando que como agente comunitária dará sua contribuição na difusão desses conhecimentos. “Vai se fortalecer cada vez mais porque a partir de hoje eu vou fazer a propaganda para que o produto seja vendido, até porque eu gosto e sou a pessoa certa a vir constatar porque eu sou a gente de saúde e então vou divulgar esse material natural”.

Quem também participou da oficina de lançamento foi a agricultora Sebastiana Araújo Maciel, residente naquela comunidade e ao participar do Programa Domingo Rural do domingo 07 de julho e Universo Rural do dia 08 falou sobre o as vantagens que fabricação trás para a comunidade e para o município. “É muito boa a idéia, porque de primeiro tínhamos que colocar veneno e muitas vezes perdíamos ninhadas de galinhas, como uma vez aconteceu lá em casa em que meu vizinho botou e eu perdi perus, galinhas, guinés e tudo através dos venenos que foram colocados e hoje a gente não colocar mais venenos nas plantas vai ser ótimo”.

Jarcira de Oliveira Silva é jovem agricultora naquela comunidade, estudante de agroecologia na Escola Técnica Redentorista, em Campina Grande e organizadora do processo de fabricação do produto. Ao conversar com Stúdio Rural disse ser importante porque, com o apoio das associações e sindicato dos trabalhadores rurais, será opção para que as diversas comunidades possam adquirir os produtos e conhecimentos de como trabalhar os biofertilizantes na agricultura familiar do município. “Estou num curso novo com alunos empenhados em trabalhar com agroecologia, a agroecologia que visa a sustentabilidade, o consumo responsável dos produtos sem agressão á natureza, é um conjunto de idéias que vamos aprimorar cada dia mais e utilizá-la para o melhor futuro do país e do planeta”.

Para a componente da direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas, Severina da Silva Pereira, Silvinha, esse é um trabalho que vem sendo feito pelo sindicatos e associações de agricultores no sentido de que as famílias passem a se interessar cada vez mais pela agricultura limpa e sustentável, com práticas inovadoras que liberta os agricultores e agricultoras da dependência dos mercados e, como conseqüência, tirem os frutos saudáveis da agricultura a exemplo de saúde para a família que lida no dia a dia da produção, para os pequenos animais que convivem o dia a dia da vida e para os consumidores que compram os produtos excedentes da agricultura local. “Tudo vem através da AS-PTA e Pólo Sindical da Borborema, foi através de visitas de intercâmbios nas propriedades de vários agricultores como em seu Dedé de Massaranduba e outros que têm a biofábrica, fabrica o biofertilizando e tem uma renda pra família, é uma renda para o jovem também e é uma renda fácil porque é uma renda ao arredor de casa que você consegue, não é difícil”, explica Silvinha dizendo que são tecnologia desenvolvidas pelas famílias de todo o semiárido e utilizadas em favor da agricultura das comunidades rurais de todo o semiárido brasileiro.

Ela diz que esse é o primeiro trabalho no município com intenção de chegar para as comunidades que a partir de então tem opção de compras e, a partir dos resultados passarão a se interessar em desenvolver a fabricação por ser prática simples e acessível para todos e garante que o produto será vendido via sindicato, associações, grupos sociais diversos para fazer com que as famílias agricultoras passam a utilizar as novas tecnologias que são práticas, baratas e eficientes. “Vai ser sim, tanto vai ter local de venda na associação dos agricultores, no banco de sementes, no sindicato, na própria casa dela, também na igreja local onde a gente tem que atingir todos os agricultores para conscientizar para que eles deixem de usar o agrotóxico, porque o agrotóxico faz muito mal a saúde e a gente terá um alimento saudável, a gente tanto vai fortalecer a planta como vai fortalecer o solo e fortalecer a saúde da gente porque você vê que o biofertilizante fede muito e quando a planta é fortificada o inseto chega, sente aquele cheiro e vai procurar outras plantas, então o bio é vida para fortalecer a vida e a gente tem que fortalecer a cadeia dos insetos porque a gente não pode acabar com a cadeia alimentar, e o agrotóxico acaba com cadeia alimentar. O biofertilizante ajuda a cadeia alimentar”, explica Silvinha ao dialogar com os ouvintes de nossas emissoras parceiras.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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