Rede de proteção da mulher de Queimadas planeja ações de combate a violência e construção cultural no município

SR011215dRepresentações de movimentos sociais e governamentais do município Queimadas estiveram reunidos no dia 13 de novembro com o objetivo de planejar ações educativas de paz e de combate a violência contra a mulher.

Estiveram presentes representações componentes da Rede de Proteção da Mulher a exemplo da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semudes) da prefeitura local, profissionais dos Programas Sociais, representantes da Secretaria de Saúde, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Comitê Ana Alice, Centro de Referência da Mulher Fátima Lopes e discutirem estratégias de enfrentamento à violência contra à mulher no município e, dentre as ações, ficou determinado a realização de uma mobilização a acontecer na semana seguinte, nas ruas centrais daquela cidade.

“Na verdade essa reunião foi no intuito de planejarmos um ato público diante dos últimos casos que aconteceram de violência contra a mulher e diante também dos números elevados, ainda, em que algumas situações têm chegado pra nós através da Rede de Proteção, especificamente do Creas, então a gente acredita que tem que dar uma resposta à sociedade de que a gente não está calado, de que a gente não está sendo omisso, a gente está consciente do problema que bate a nossa porta e de que nós estamos organizadas sim para o enfrentamento dessas questões”, explica a secretária do Desenvolvimento Social, Terezinha de Jesus de Souza Dantas.

“Eu acho que nós queimadenses, mulheres que estamos na luta, precisa de fazer essas mobilizações com um bom intuito, mas também com um bom planejamento do porquê da mobilização e de estar em mobilização nas ruas reivindicando cada vez mais e fazendo a sociedade em si ver e, a própria justiça, que a violência contra a mulher está crescendo cada vez mais e isso não é bom, isso é muito ruim, principalmente no nosso município em que a gente vê se alastrando cada vez mais e essa questão de trabalhar essa discussão em rede em conjunto entre a Secretaria de Desenvolvimento Social, mais a Saúde, a Educação, o sindicato, as próprias mulheres que são vítimas, as que não são, mas sabem a importância de estar aqui nessa discussão e é importante a gente mostrar que não está satisfeita com os acontecimentos e que a gente não quer ser maior e nem melhor do que o homem, mas a gente quer sim andar por igual e ter o direito de entrar e de sair, de dizer não quando se for necessário”, comenta em entrevista a secretária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas, Ana Paula Cândido da Silva.

“Essa reunião é porque a gente está preocupada com as situações de violências que está acontecendo no município, que vem acontecendo no município, a gente percebeu que a gente precisa levar mais formação pra esse público pra que a gente impacte melhor esses casos, para que a gente realmente venha ter um freio nestes casos de violência”, comenta a representante do Comitê Ana Alice e vice-presidente do STR, Angineide Pereira de Macedo.

“É na verdade pensar em estratégias de mecanismos de enfrentamento a violência contra a mulher no município e que esse seja pensado de forma articulada com a rede de enfrentamento, a violência contra a mulher no município não é um problema isolado, antes de tudo é um problema cultural, social, de segurança, de saúde pública, então a gente tem que pensar enquanto rede de enfrentamento o que é que a gente pode fazer pra mudar esse cenário”, explica a coordenadora do Centro de Referência da Mulher Fátima Lopes, Isânia Petrúcia Monteiro Frazão, Tucha.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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