Representantes territoriais dizem que Conab tem precário processo de venda do milho e cobram mudanças

Representações do Território de Desenvolvimento Rural Sustentável do Cariri Oriental colocaram preocupação com a realidade que a pecuária está passando e aproveitaram para colocar em discussão a questão da venda do milho por parte da Conab que, para os pecuaristas dos municípios diversos daquele território, tem causado problemas quando na hora de fazer a compra de uma pequena quantidade do produto. Eles reclamam que o processo é muito burocrático e tem feito com que muitos produtores desistam do processo de compra do produto, preferindo comprar o milho dentre outros no mercado privado que oferta o produto por altos preços.

style=mso-bidi-font-family: arial=>Ao ser entrevistado no Programa Domingo Rural e Universo Rural, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurjão, Djalma Ramos de Oliveira, lamentou a realidade e garante que está na hora do fórum territorial levantar essa bandeira como forma de, ainda, salvar a pequena parcela do rebanho restante da conseqüente seca de 2012 e garante que 2013 a realidade continua e que neste ano os produtores têm menos alternativas alimentares para segurar o rebanho. “A realidade é critica porque a gente perde muito tempo com a burocracia, são coisas que alguém do governo poderia amenizar para os produtores rurais que deixam os afazeres durante dois, três dias atrás de 2, 3 sacos de milho já que ele agora tem poucos bichos, mas que tem carinho por ele e está sempre tentando socorrer e quando você chega lá, as vezes o gerente diz que estamos comprando barato, mas não estamos comprando nada barato, é uma questão de tempo que a gente está perdendo, o gado está passando fome, está caindo, está morrendo e você sabe que uma rês que está caindo, passar dois dias de fome ela acaba de enfraquecer o resto”, explica dizendo que a oferta do produto pelo governo está longe da realidade dos pecuaristas e pediu que as entidades do fórum leve representações dos setores de venda subsidiada para que possam debater a realidade no espaço territorial e desenvolver uma prática que diminua o sofrimento dos produtores rurais que precisam comprar o produto.

style=mso-bidi-font-family: arial=>Hemetério Duarte da Costa é componente do Fórum do Cariri Oriental e produtor rural pecuarista no município de Caturité, participou do último encontro do fórum e dos programas Domingo Rural e Universo Rural falando sobre o que ele chamou de entrave na hora da venda do milho que está sendo utilizado na alimentação do rebanho e garante que o processo de venda do produto deixa muito a desejar. “É muito limitado porque isso é um programa para beneficiar o produtor, mas o produtor, segundo tem denúncias de que tem gente grande que nunca falta o produto pra ele, e pra gente que é pequeno, sempre falta”, explica o agricultor pecuarista acrescentando que é muito tempo investido pelo produtor e sugerindo que fosse criado mais postos de apoio para facilitar a vida do produtor dos diversos municípios do semiárido paraibano. “Na minha opinião devia descentralizar, porque fica muito centralizado só em Campina Grande e abrange todos os municípios vizinhos, devia botar pelo menos Boqueirão para atender cabaceiras, Barra de Santana, Caturité, Alcantil. Quando não descentraliza, fica tudo em Campina Grande e não dá tempo pra o pessoal ser atendido”.

style=mso-bidi-font-family: arial=>José Denys Cavalcante de Oliveira é secretário de agricultura do município de Santo, distante cerca de 100 quilômetros de Campina Grande, ao participar do Programa Universo Rural e Domingo Rural garante que a realidade é preocupante e garante que o município de Santo André enfrenta o problema de forma acentuada já que está distante de Campina Grande e de Monteiro e mesmo assim os produtores rurais têm que se submeter ao processo precário de venda desenvolvido pela Conab, Companhia Nacional de Abastecimento. “Santo André enfrenta o mesmo problema porque o governo criou essa linha de fomentar essa venda subsidiada e que na verdade a intenção é muito boa, mas é preciso que na prática ele mude em alguns aspectos, você sabe que os agricultores passam por um dos momentos mais difíceis enfrentados durante toda a sua história nos últimos 40 ou 50 anos da história do Nordeste com a mais seca e mais violenta e quando chega uma proposta dessas que é pra dar um apoio ao produtor, porém a burocracia é tão grande que muitas vezes faz com que o agricultor não vá até a Conab mesmo contando com o apoio da prefeitura como é o caso de Santo André em que a prefeita tem feito o que é possível para transportar esse milho como forma de favorecer esse agricultor ir até a Conab, mas a gente encontra muita burocracia e muita dificuldade”, lamenta sugerindo que a Conab envolva mais os sindicatos e secretarias de agricultura no processo, como forma de viabilizar o processo de venda para esse segundo semestre do ano que promete muito sofrimento para os produtores rurais de todo o estado. “Já houve alguns avanços, mas avanços esses que ainda deixa a desejar, como é o caso dessa questão de ter que vir o agricultor ainda que em algumas situações um pode representar no máximo dois, mas ainda assim, muita gente tem que vir e quando chegamos na Conab, depois de uma burocracia imensa em que aquele boleto é remetido, o pessoal vai até o banco, retorna para a Conab, tendo que aguardar até o último saco ser colocado em cima do caminhão, pra esse milho sair todo num dia é muito difícil, se o agricultor não conseguir pagar o boleto ele terá que retornar no dia seguinte, ou seja, veja como é difícil a burocracia, se as secretarias das prefeituras pudessem levantar a demanda, pagar os boletos e o agricultor vir tão somente receber esse milho, talvez fosse melhor porque a gente garantia que a vinda dele era certa”, explica Denys em parte de seu depoimento em nossos programas radiofônicos, sugerindo que fosse criado mais pólos de distribuição do produto.

style=mso-bidi-font-family: arial=>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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